Alejandro Pagni/AFP
Alejandro Pagni/AFP

Infantino ignora protesto do River contra Libertadores em Madri: 'Deve jogar'

Partida de volta da final da Libertadores está marcada para o próximo domingo, em Madri, na Espanha

Estadão Conteúdo

01 Dezembro 2018 | 16h10

Presidente da Fifa, o suíço Gianni Infantino aprovou a decisão da Conmebol de transferir a final da Copa Libertadores para Madri. O dirigente também deu pouca importância ao pronunciamento emitido pelo River Plate neste sábado, em que o clube argentino se manifestou contra a mudança da sede da partida contra o Boca Juniors.

"No futebol, sempre se deve jogar", disse Infantino neste sábado, durante a reunião do G20 em Buenos Aires, capital da Argentina, onde chefes das principais economias do mundo estão reunidos. "O que aconteceu não tem desculpa. É uma partida de futebol, não uma guerra ou uma batalha. Esperamos que esse jogo marque um antes e um depois para o futebol sul-americano", discursou o dirigente.

A partida de volta da final da Libertadores, marcada para o último sábado, não foi realizada porque jogadores do Boca Juniors foram atingidos por pedras durante a chegada do ônibus da equipe ao estádio Monumental de Nuñez, onde o River Plate seria mandante do duelo. No duelo de ida, em La Bombonera, os rivais empataram por 2 a 2.

"A Fifa aprovou a decisão", disse Infantino sobre a transferência da sede para o estádio Santiago Bernabéu, em Madri. Na última quinta-feira, a Conmebol anunciou a mudança do local e a data de realização do duelo para o próximo dia 9.

"Sabemos da rivalidade e do que ocorreu. A Conmebol acredita que não seria correto jogar por aqui (América do Sul). Essa é uma situação excepcional", afirmou Infantino, quando perguntado se o caso pode motivar outras confederações a também retirarem as finais de competições de seus continentes.

 

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