Sergio Perez/Reuters
Sergio Perez/Reuters

Infectologista argentino aconselha clubes do país a não jogarem no Brasil

Médico afirma que viajar para jogar no Brasil seria algo utópico neste momento

Redação, Estadão Conteúdo

22 de julho de 2020 | 12h28

O infectologista Pedro Cahn, membro do comitê médico de combate à covid-19 da Argentina, afirmou que se fosse presidente de um clube de futebol não se deslocaria para jogar no Brasil. Segundo Cahn, essa é uma opinião pessoal. Ele acredita que as condições para que a bola volte a rolar no país vizinho sejam utópicas.

"Se eu fosse presidente de clube, no momento atual, não iria jogar no Brasil. Isso é uma opinião pessoal. Pode mudar, é uma situação muito dinâmica, pode mudar em duas semanas. Mas, hoje, me parece utópico", revelou o infectologista, em entrevista à TV argentina ao TyC Sports.

Na última segunda-feira, a Conmebol definiu a tabela de jogos para a volta da Copa Libertadores. A competição será retomada no dia 15 de setembro. Clubes argentinos já haviam feito oposição à data de retorno. Os treinos sequer foram retomados no país e suas fronteiras estão fechadas. O infectologista comentou a situação.

"No momento, as fronteiras (argentinas) estão fechadas. É uma decisão que o governo federal vai tomar sobre a reabertura ou não. Hoje seria impossível ir a qualquer lado. Mesmo se viajarem, terão que fazer 14 dias de quarentena no retorno. E, com fronteiras fechadas, não poderíamos deixar entrar times estrangeiros", explicou Cahn.

O primeiro clube argentino a se deslocar para o Brasil será o River Plate. O clube de Buenos Aires enfrentará o São Paulo, no estádio do Morumbi, no dia 17. O atual vice-campeão da Libertadores está na lista de times que pediu o adiamento da Libertadores em uma semana. Dentre os argentinos que fazem parte da competição, apenas o Racing não se manifestou em relação ao assunto.

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