Influência da temperatura será testada com chip no aparelho digestivo

Resultados do estudo podem indicar a necessidade de mudanças na tabela da Copa do Mundo

O Estado de S. Paulo

19 de julho de 2013 | 07h33

SÃO PAULO - O estudo que está sendo coordenado pelo doutor Turíbio é baseado em informações colhidas por um chip, contido dentro de uma cápsula que o jogador ingere antes de entrar em campo. Ela fica no aparelho digestivo e tem sensores para medir a temperatura do sangue durante a atividade física realizada em altas temperaturas. O nome técnico da peça é termistor.

A cada 15 minutos, a equipe de médicos se aproxima do jogador com um monitor do tamanho de um celular e capta, por meio de ondas de radiofrequência, a temperatura interna registrada pela cápsula. São feitas medições a intervalos regulares, na beirada do campo, e o jogo não é interrompido. Depois do jogo, o termistor é eliminado pelo sistema digestivo.

Em linhas gerais, esses são os testes que a equipe de Turíbio Leite de Barros, do Instituto de Fisiologia do Exercício, está realizando em jogos às 13 horas para medir a influência da temperatura no organismo. Os resultados, que serão levados pelo Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo e pela Fifpro à Fifa, serão divulgados em agosto e podem indicar a necessidade de mudanças na tabela da Copa do Mundo.

A tecnologia é pioneira, adotada pela primeira vez no futebol, e importada dos Estados Unidos, onde são comuns os estudos dirigidos para o futebol americano. Também são avaliadas as condições dos jogadores com a parada para reidratação.

Turíbio explica que é a temperatura do sangue, e não a corporal, a principal referência para esse tipo de pesquisa. A temperatura elevada do organismo por tempo prolongado provoca a desidratação e pode causar tonturas, náuseas, vômito e perda da consciência. "É preciso ressaltar que a Copa será disputada por atletas que não estão adaptados a nossa temperatura. Isso é um agravante", alerta.

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