Inglaterra criou ação antimáfia

O profissionalismo na arbitragem, tão debatido no Brasil depois do atual escândalo e também desejado pela Fifa, já existe. Na Inglaterra, a federação local estabeleceu há quatro anos uma entidade para cuidar do assunto e, a cada ano, vem adotando novas regras para garantir que pelo menos uma parte dos árbitros possam se dedicar exclusivamente ao futebol.Uma dessas normas proíbe justamente os árbitros de fazerem apostas. Além disso, as casas de apostas do país ainda fecharam um entendimento com a Federação Inglesa para alertar sobre eventuaisapostas ?estranhas? feitas em relação a uma partida do campeonatonacional.O modelo inglês começa a ser debatido em outros locais da Europa, como na Holanda. Em breve, o país também contará com um sistema profissional em sua arbitragem.A estratégia inglesa foi criar um grupo de elite de árbitros nopaís que serviria como a base do sistema. De um total de 315 juízes eassistentes apitando nas quatro primeiras divisões, os clubes edirigentes da Federação avaliam os melhores árbitros a cadatemporada e escolhem 20 deles para serem assalariados.Em média, cada um dos árbitros profissionais da Inglaterra ganha US$ 85 mil por ano, mais de US$ 400 por jogo apitado.?Não é um salário como o dos grandes jogadores, mas permite aos juizes viverem bem?, explicou um representantes dos árbitros ingleses. O valor é pago pela Federação a partir de suas rendas com os ingressos vendidos para os jogos e os direitos de televisão.A idéia é de garantir que os melhores árbitros possam se dedicar quase que exclusivamente ao futebol. Eles não são impedidos de ter outros empregos, mas são exigidos ao máximo, tanto em termos físicos como na preparação técnica.?Muitos acabam desistindo de manter um segundo emprego. Ele sabem que não podem se esconder e que estamos monitorando todos eles?, explicou o assessor inglês.Na avaliação do representante dos árbitros, as medidas adotadas a partir de 2001 ?mudaram o futebol na Inglaterra?. ?Passamos a pensar que a arbitragem de uma partida é um serviço prestado em um negócio que movimenta milhões de dólares. Por isso, precisamos ter profissionais?, contou.

Agencia Estado,

07 de outubro de 2005 | 09h23

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