Inglaterra deve desistir da Copa de 2022 para focar 2018

Presidente da candidatura inglesa aguarda a renúncia dos EUA pelo Mundial para anunciar decisão

AE-AP, Agência Estado

28 de setembro de 2010 | 14h31

A Inglaterra promete desistir oficialmente de sua candidatura para sediar a Copa de 2022, caso os Estados Unidos anunciem mesmo, como já é esperado, que não irão lutar mais pelo Mundial de 2018. Com isso, a edição de 2018 acabaria acontecendo na Europa, já que os norte-americanos são os únicos de fora do continente a concorrer.

"Temos certeza que não demorará para a desistência dos Estados Unidos. Caso isso aconteça, apesar de ainda não ser uma certeza, devemos desistir de 2022, para batalhar apenas com países da Europa", afirmou nesta terça-feira o presidente internacional da candidatura inglesa para a Copa do Mundo, David Dein.

A medida seria um acordo entre as candidaturas para garantir que a sede do Mundial de 2018 fosse disputada apenas por europeus, enquanto a de 2022 ficaria com países de outros continentes. "Nós acreditamos, o Michel Platini (presidente da Uefa) acredita, que o Mundial de 2018 deveria vir para a Europa e pensamos que essa é nossa possibilidade mais forte", completou Dein.

Caso as desistências realmente ocorram, a disputa pela Copa de 2018 ficaria entre Rússia, Inglaterra e as candidaturas conjuntas de Espanha/Portugal e Bélgica/Holanda. Enquanto isso, Estados Unidos, Austrália, Japão, Catar e Coreia do Sul se enfrentariam para receber o Mundial de 2022. A eleição das duas sedes será feita pela Fifa no dia 2 de dezembro.

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