Inglaterra elimina Colômbia nos pênaltis e vai enfrentar a Suécia nas quartas

Inglaterra elimina Colômbia nos pênaltis e vai enfrentar a Suécia nas quartas

Ingleses vencem por 4 a 3 nas penalidades, após empate por 1 a 1 no tempo normal persistir na prorrogação

Gonçalo Junior, enviado especial / Moscou, O Estado de S.Paulo

03 Julho 2018 | 18h05

O goleiro Pickford colocou a Inglaterra nas quartas de final da Copa da Rússia. Após empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação com a Colômbia, ele defendeu uma cobrança (a outra foi na trave) e garantiu a vitória dos ingleses por 4 a 3. Bacca e Uribe desperdiçaram para os colombianos. Após um jogo tenso, nervoso e cheio de cartões amarelos, a Inglaterra se classifica para enfrentar a Suécia, em Samara, no próximo sábado pelas quartas de final. Será mais um duelo europeu na próxima fase do Mundial. 

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Harry Kane fez, também de pênalti, o primeiro gol da Inglaterra e se consolida como artilheiro do Mundial, com seis gols. Com a vitória, o time inglês exorciza uma fantasma da decisão por pênaltis. Até a decisão desta terça-feira, haviam sido três disputas de pênalti em Copas do Mundo. Os ingleses tinham perdido todas: 1990, 1998 e 2006. Em 2018, o time consegue avançar. A Colômbia, que teve o zagueiro Mina como artilheiro do jogo e que completou três no Mundial, não consegue repetir a façanha de 2014, quando chegou às quartas de final. Mas conseguiu o empate nos acréscimos do tempo normal e esteve próximo da vaga. 

A Inglaterra começou melhor, mas não conseguiu se impor tecnicamente como se esperava. Com isso, tentava transformar as jogadas aéreas em motivo de preocupação para a defesa colombiana. Os zagueiros iam sempre para a área rival. Além disso, o time mostrou preocupação defensiva, pois os dois laterais recuavam quando a Colômbia tinha a posse de bola. Os ingleses faziam uma linha com cinco zagueiros. A torcida colombiana, maioria no estádio de Otkritie, vaiava os ingleses em todos os lances. Era como se eles jogassem fora de casa. 

A Colômbia tinha dificuldade para atacar com a falta de opções, principalmente pelas laterais. James Rodriguez, que não se recuperou de uma lesão muscular, fez falta ao time. A equipe também sentiu falta dos avanços do atacante Miguel Borja, também fora uma lesão no joelho. O jogo foi equilibrado, com poucas chances reais de gol. A melhor chance da etapa inicial foi de Harry Kane, completando de cabeça um cruzamento de Trippier, a única grande chance com bola rolando, aos 15. O artilheiro da Copa do Mundo teve poucas chances de finalizar e teve participação discreta na partida no primeiro tempo. 

O clima foi quente, com inúmeras divididas e discussões entre os jogadores. Foram sete cartões amarelos. Na metade do primeiro tempo, Barrios acertou uma cabeçada no peito de Henderson e levou cartão amarelo; Mina se estranhou com Sterling. Em vários lances, os jogadores ingleses pediram que o árbitro solicitasse o VAR para identificar supostas agressões. 

 

Com dificuldades para criar com a bola no chão, a Inglaterra mudou o posicionamento na jogada aérea para ser mais incisiva. Os jogadores ficaram em fila para confundir a marcação colombiana e só se movimentavam quando o escanteio era cobrado. Deu certo. Kane se desvencilhou da marcação, mas sofreu pênalti de Sanchez. Na cobrança, o artilheiro do Mundial bateu no meio do gol. Foi seu sexto gol em três jogos. Agora, Kane tem seis pênaltis batidos pela seleção inglesa, com cinco gols e apenas um erro. 

Apostando no entusiasmo da torcida, que gritava “Sí, se puede” nas arquibancas, mas com pouca organização tática, a Colômbia buscou o empate com lançamentos longos. Aos 35, Cuadrado avançou sozinho após contra-ataque, mas chutou mal por cima do gol de Pickford. Nos acréscimos, na jogada aérea que havia funcionado nos outros jogos, mas havia totalmente bloqueada em Moscou, o zagueiro Mina empatou após cobrança de escanteio. Foi seu terceiro gol no Mundial. 

Na prorrogação, a Colômbia conseguiu recuperar a posse de bola. Os ingleses sentiram emocionalmente o empate sofrido nos acréscimos do tempo normal. Kane desapareceu. Os ingleses só se recuperaram na etapa final. A grande jogada foi uma cabeçada de Dier, sozinho na área, para fora. Na decisão por pênaltis, os ingleses voltaram a ser mais eficientes e garantiram a vaga. 

Ficha técnica

Colômbia 1 (3) x 1 (4) Inglaterra

Gols: Harry Kane, aos 11 e Mina, aos 47 minutos do segundo tempo. 

Colômbia: Ospina; Arias (Zapata), Mina, Mojica e Davinson Sánchez ; Barrios, Carlos Sánchez (Uribe), Cuadrado e Lerma (Bacca); Quintero (Muriel) e Falcao García. Técnico: Jose Pekerman. 

Inglaterra: Pickford; Walker (Rashford), Stones, Maguire e Trippier; Henderson, Lingard, Young (Rose) e Dele Alli (Dier); Sterling (Vardy) e Harry Kane. Técnico: Gareth Southgate. 

Cartões amarelos: Barrios, Arias, Sanchez, Henderson, Falcao Garcia, Bacca, Lingard, Cuadrado.

Árbitro: Mark Geiger (Estados Unidos).

Local: Arena Otkritie (Moscou).

Público: 44190 pagantes.

 

 

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