Inglaterra estuda medidas para ter mais 'pratas da casa'

Inglaterra estuda medidas para ter mais 'pratas da casa'

FA quer diminuir o número de não europeus nos clubes

O ESTADO DE S. PAULO

23 Março 2015 | 16h17

A Associação de Futebol da Inglaterra (FA, na sigla em inglês) anunciou nesta segunda-feira as primeiras medidas para diminuir o número de não europeus nos seus clubes ao mesmo tempo em que pretende estimular a formação de atletas locais nas categorias de base das equipes. A postura é uma resposta à decepcionante campanha da Inglaterra na Copa do Mundo do ano passado, quando o país que criou o futebol foi eliminado na primeira fase, pela Costa Rica.

A partir de maio, os jogadores não europeus vão encontrar mais dificuldades para obter visto de trabalho na Inglaterra, uma vez que novos requisitos serão cobrados. "Nós acreditamos que muitas talentosas crianças inglesas estão sendo perdidas por não conseguirem entrar no sistema", disse nesta segunda-feira o presidente da FA, Greg Dyke.

A entidade cobra que a Premier League, a organizadora do Campeonato Inglês, imponha restrições ao número de estrangeiros nos elencos. A FA tem pressa porque quer que isso ocorra antes da temporada 2016/2017, quando os clubes iniciarão período de bonança, uma vez que vão passar a receber cerca de 70% a mais de cota de TV.

"Existe uma evidência história que mostra que cada vez que a verba de televisão cresce, também o número de estrangeiros jogando no nosso país aumenta", comenta Dyke, que está animado com o fenômeno Harry Kane. O garoto de 21 anos saiu das categorias de base do Tottenham para ser o artilheiro da temporada. "Quantos Harry Kanes estão fora dos nossos times, não podem jogar?"

Dyke quer que a Premier League aprove uma diminuição no número de atletas "não pratas da casa" nos clubes, dos atuais 17 para 13 em 2020. Na Inglaterra, é considerado "prata da casa" um jogador, ainda que estrangeiro, o atleta que estiver há três anos em uma equipe da Inglaterra ou do País de Gales no ano do seu 21.º aniversário.

As novas regras para visto de trabalho impediriam cerca de um terço de todas as concessões de licença dos últimos quatro anos. Isso porque só poderão ser contratados jogadores de países que estão entre os 50 primeiros do ranking da Fifa - até agora são 70.

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