Yves Herman / Reuters
Yves Herman / Reuters

Inglaterra promete revisar condutas após caso de racismo na seleção feminina

Mark Sampson foi demitido do cargo de treinador da equipe após relacionar jogadoras negras ao Ebola

Estadão Conteúdo

26 Outubro 2017 | 13h14

A Associação de Futebol da Inglaterra (FA, na sigla em inglês) anunciou nesta quinta-feira que realizará "uma exaustiva revisão de conduta" com o objetivo de melhorar a inclusão na entidade e nas seleções nacionais, após se ver envolvida em um recente escândalo de racismo.

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Após minimizar acusações por meses, a entidade teve que realizar um pedido público de desculpas na semana passada após descobrir que o técnico Mark Sampson, demitido do comando da seleção feminina da Inglaterra, fez comentários racistas contra as jogadoras Eni Aluko e Drew Spence. "Este problema surgiu porque não tínhamos os procedimentos adequados para evitá-los", disse o presidente da associação, Greg Clarke.

Mark Sampson foi absolvido da acusação após uma apuração prévia do caso feita pela FA, mas foi alvo de nova investigação sobre a sua conduta com Eni Aluko e Drew Spence e houve uma mudança em relação ao entendimento do caso.

Em um dos comentários considerados ofensivos, em 2014, Mark Sampson pediu aos familiares da atacante Eni Aluko, uma nigeriana naturalizada inglesa, que não levasse os seus familiares a uma partida da seleção devido ao risco de disseminação do vírus Ebola.

Para evitar a repetição desses problemas, Clarke espera que a hierarquia na gestão da FA e das seleções da Inglaterra não sejam dominada apenas por brancos. O presidente também prometeu melhorar os procedimentos para que denúncias sejam recebidas.

"Essa é a razão porque realizaremos uma exaustiva revisão comportamental para melhorar a inclusão e a maneira como tratamos os nossos jogadores", acrescentou Clarke em uma reunião da associação. "Perdemos a confiança do público", disse o dirigente. "Existe a necessidade de recuperar a confiança da nossa nação", acrescentou.

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