Ingleses ameaçam, mas não causam problemas em Frankfurt

Eles são muitos, eles são porcos, eles são ameaçadores - gritam e fazem cara de mau para qualquer um que não faça parte do grupo, seja um torcedor paraguaio, um taxista iraniano ou um repórter brasileiro.Apesar de todo o esforço das polícias alemã e inglesa para impedir a ida dos hooligans para a Copa (3.300 deles foram oficialmente proibidos de deixar o território britânico durante o Mundial), alguns deles conseguiram chegar à Alemanha. Neste sábado, em Frankfurt, não chegaram a causar ?grandes incidentes?. Mas estavam loucos para isso.Nas grandes praças e estações de trem, os hooligans pareciam se multiplicar. Diferenciavam-se do resto - inclusive de outros ingleses, cuja grande maioria sabe, sim, se comportar - bebendo litros de cerveja, falando alto, arrotando, cantando e provocando todos que parecessem ?estranhos?. Em grupos de quatro pessoas em média, os hooligans andavam sem camisa, exibindo suas tatuagens e salientes ?barrigas de cerveja?.Banheiro? Desnecessário, se podiam simplesmente fazer suas "necessidades? no muro mais próximo, sem pouco se importar com as demais pessoas em volta. Sete mil policiais fizeram a segurança do jogo contra o Paraguai em Frankfurt - inclusive alguns ingleses, à paisana. Mas era impossível estar em todos os lugares e coibir as ações dos hooligans.?Vamos andar todos juntos. Assim, eles não poderão fazer nada contra a gente?, dizia um pai de família paraguaio, com esposa, filhos e agregados, todos usando a camisa do país sul-americano.No total, 20 torcedores embrigados, causando badernas pela cidade, foram presos - 18 deles foram liberados em seguida. Nos arredores do estádio, o ambiente era bem mais calmo, graças à maciça presença de policiais. Pelas estimativas das autoridades de Frankfurt, 40 mil ingleses estiveram na cidade para assistir ao jogo - só 15 mil deles tinham ingressos. Os outros assistiram ao jogo num telão montado às margens do Rio Main.

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