Yuri Kochetkov/EFE
Yuri Kochetkov/EFE

Ingleses dizem que dificuldade nas oitavas fez equipe amadurecer

Inglaterra sofre diante da Colômbia e só avança às quartas de final na disputa de pênaltis

Jamil Chade, enviado especial / Moscou, O Estado de S.Paulo

03 Julho 2018 | 20h18

Orgulho. Esse é o sentimento dos jogadores e integrantes da comissão técnica da Inglaterra, que se classificou nesta terça-feira para as quartas de final da Copa do Mundo da Rússia. O time empatou com a Colômbia por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, mas venceu nos pênaltis por 4 a 3. O atacante Harry Kane, autor do gol inglês e artilheiro do Mundial com seis gols, afirmou que a vitória fez com que o jovem elenco do time ficasse mais "maduro".

+ Kane pode atingir marca que só Ronaldo obteve nas últimas 10 Copas

+ Inglaterra elimina Colômbia nos pênaltis e vai enfrentar a Suécia nas quartas

"Falamos muito sobre ser uma equipe inexperiente, mas crescemos muito em campo hoje à noite. Foram emoções mistas, altos e baixos, mesmo nos pênaltis. Os garotos foram fantásticos", afirmou o atacante do Tottenham.

Ele ainda falou sobre a quebra de um tabu - os ingleses venceram pela primeira vez na história uma disputa de penalidades em Copas do Mundo. "Os pênaltis têm muito a ver com mentalidade e, obviamente, sabemos que a Inglaterra não fez muito bem no passado, então foi bom tirar essa de nossas costas e isso nos dará uma crença enorme daqui para frente."

O treinador Gareth Southgate também falou sobre a disputa decisiva. "Nós jogamos muito bem os 90 minutos. Mostramos resiliência para voltar de uma grande decepção, que foi o gol nos acréscimos, e mantivemos a calma. É um grande mérito para os jogadores e integrantes da comissão técnica. Pênaltis são difíceis. Nós conversamos muito sobre o processo do chute", disse o técnico.

 

"Essa noite foi especial, mas eu quero que continuemos. A Suécia é outro time com quem temos um histórico ruim. Eu ainda não quero ir para casa", afirmou o treinador.

Eric Dier, autor da última cobrança, foi outro a falar com a imprensa na zona mista do estádio do Spartak, em Moscou. O jogador, que morou em Portugal durante sua infância e adolescência, conversou com os jornalistas brasileiros.

"Nosso pensamento está só na Suécia agora. Não adianta pensar no Brasil ou em qualquer outra coisa. Nossa cabeça está apenas na Suécia. Essa Copa do Mundo já provou que tudo é mais difícil, grandes equipes já foram para casa esse jogo também será complicado", afirmou.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.