John Sibley/Reuters
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Iniesta afirma ser surpreendente que Messi jamais tenha conquistado uma Copa do Mundo

Meia espanhol elogia ex-companheiro de Barcelona e diz que seleção argentina poderia ter sido campeã em 2014

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2020 | 08h55

O meia espanhol Andrés Iniesta lamenta que o grande companheiro dos tempos de Barcelona, Lionel Messi, jamais tenha vencido uma Copa do Mundo. Em entrevista ao jornal argentino Olé, o atual jogador do Vissel Kobe, do Japão, disse considerar uma surpresa que Messi não tenha esse título no currículo pela seleção argentina, pois pelo talento ele merecia ao menos ter erguido a taça no mínimo uma vez.

Aos 36 anos, Iniesta disse que é uma pena a Argentina estar desde 1986 sem ganhar a Copa do Mundo. "Isso surpreende, no sentido que o país teve grandes jogadores, uma seleção de nomes espetaculares e que tem ainda quem para mim é o numero 1 (Messi)", disse. O espanhol foi campeão do mundo em 2010, ao marcar inclusive o gol da vitória por 1 a 0 na final contra a Holanda.

Segundo Iniesta, a Argentina teve a grande chance de campeã em 2014, no Brasil. "O que se passou na final contra a Alemanha, por exemplo, são detalhes. Pequenos momentos que definem se a balança pende para um lado ou para o outro. Seguramente, se jogam outro jogo poderia ter saído de maneira diferente", comentou. Na decisão no Maracanã, a seleção alemã garantiu o tetracampeonato ao ganhar por 1 a 0.

O espanhol citou os quatro títulos de Liga dos Campeões conquistados ao lado de Messi no Barcelona para ressaltar as qualidades do ex-companheiro e defendê-lo das críticas existentes na Argentina de que o camisa 10 só joga bem no clube. "Como jogador, sei que é praticamente impossível que jogue mal uma partida", disse. "Acho que não se pode comparar o time com uma seleção argentina, porque no Barça se trabalha no dia a dia, sempre de uma forma determinada", acrescentou.

Iniesta define Messi como o melhor jogador da história. "Ele marca a diferença em qualquer aspecto. É capaz de fazer três gols em um jogo, assim como dar três assistências", disse. Por outro lado, o espanhol diz que não se pode depositar toda a expectativa de que o camisa 10 resolva um jogo sozinho. "Evidentemente, Leo não pode ser todo o time. Ele necessita tudo o que envolve o time para que isso potencialize ainda mais tudo o que ele é", analisou.

No futebol japonês desde 2018, Iniesta não descarta ser técnico após a aposentadoria. O grande parceiro dos tempos de Barcelona, o meia Xavi, seguiu esse caminho e atualmente dirige o Al Sadd, do Catar. "Eu desfrutei momento do momento anterior da minha carreira e estou aproveitando demais aqui também", resumiu.

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