EFE
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Iniesta revela que teve depressão em 2009 no Barcelona

Ex-jogador do time espanhol conta drama ocorrido pouco antes do clube conquistar a Liga dos Campeões

Redação, AFP

24 de abril de 2020 | 12h35

O ex-astro do Barcelona Andrés Iniesta falou em um documentário divulgado na quinta-feira (23) sobre os episódios de depressão que sofreu quando tinha 25 anos, pouco depois de conquistar a Liga dos Campeões com o clube catalão.

"Os dias passavam e eu me dava conta que minha situação não melhorava. Não me sentia bem, não era o mesmo. Tudo era sombrio, eu via tudo escuro", declarou Iniesta às câmeras do documentário, "Andrés Iniesta, o herói inesperado", que foi ao ar pela Rakuten TV.

Em 2009, Iniesta acabava de somar um segundo título da Liga dos Campeões a sua sala de troféus, mas havia perdido um de seus melhores amigos, Dani Jarque, jogador do Espanyol que faleceu após sofrer um ataque cardíaco. "Quando soube da notícia tive a impressão de receber um soco, um golpe muito potente que me deixou K.O. e que me derrubou. Eu não estava nada bem", explicou o ex-capitão do Barça.

Neste documentário, que aborda também suas três temporadas no Vissel Kobe japonês, Iniesta, de 35 anos, revela que chegou a pedir aos pais se podia voltar a dormir com eles. "Quando seu filho de 25 anos vem te ver na madrugada e diz que quer dormir com os pais, é porque não está nada bem. Ele me disse que não estava bem, eu perguntei qual era o problema e ele me respondeu que não sabia, que não se sentia bem", lembrou o pai de Iniesta, José Antonio.

Iniesta logo consultou uma psicóloga, Inma Puig, que enfatizou o papel determinante que teve Josep Guardiola, na época técnico do Barcelona, para ajudar o jogador a sair de sua depressão. A carreira de Iniesta no Barcelona, clube que o revelou, foi marcante. O meia conquistou quatro Ligas dos Campeões, nove Ligas espanholas e dois Mundiais de Clubes com o Barça, entre outros títulos.

Com a seleção espanhola, somou duas Eurocopas (2008, 2012) e a Copa do Mundo de 2010, na qual o próprio Iniesta entrou para a história ao marcar o gol da vitória na final sobre a Holanda.

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