Chelsea| Divulgação
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Inocentado, Conte diz que acusação deixou 'cicatriz eterna'

Técnico da seleção italiana foi julgado por manipulação de resultados

Estadão Conteúdo

18 de maio de 2016 | 11h58

Dois dias depois de ter sido inocentado da acusação de manipulação de resultados, o técnico da seleção da Itália, Antonio Conte, disse que o caso deixou "uma cicatriz eterna" em sua vida. O futuro treinador do Chelsea tinha sido acusado de não denunciar a tentativa de manipular partidas em 2011, quando dirigia o Siena.

"Uma absolvição não apaga da minha memória o que aconteceu ao longo dos últimos quatro anos, que fizeram buscas na minha casa às 5 da manhã, repórteres de TV esperando fora da minha casa às 6, as manchetes de jornais, todas as pessoas que tiraram conclusões", disse Conte, nesta quarta-feira, no início da preparação da Itália para a Eurocopa.

"Houve muitas situações em que feriram a mim e a minha família, e não posso esquecer", acrescentou o treinador. "São coisas que deixaram uma cicatriz eterna na minha vida".

O procurador Roberto Di Martino tinha pedido uma pena suspensa de seis meses e uma multa de 8 mil euros (aproximadamente R$ 32 mil) para Conte. Mas o juiz Pierpaolo Beluzzi disse não existir nenhuma evidência para mostrar que Conte, que sempre negou as irregularidades, tinha conhecimento de qualquer atividade ilegal.

Conte, de 46 anos, pediu um julgamento acelerado para ter um veredicto antes do começo da Eurocopa, que se iniciará em 10 de junho. Depois do torneio, ele assumirá o comando do Chelsea. "Quem me conhece sabe que gosto de me concentrar em uma coisa", disse.

A partida em questão foi o triunfo do Siena por 1 a 0 sobre o Albinoleffe em maio de 2011. Conte foi suspenso por quatro meses durante a temporada 2012/2013, quando dirigia a Juventus, por não denunciar a manipulação de partidas do Siena.

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