Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Inocentado em caso de doping, Alecsandro critica 'amadorismo' do TJD-SP

'Achei a punição, de uma certa forma, bem amadora', afirma atacante

Estadão Conteúdo

05 Outubro 2016 | 19h46

Um mês após ser inocentado em caso de doping, o atacante Alecsandro veio a público nesta quarta-feira para colocar um ponto final no assunto. Sem hesitar, o jogador do Palmeiras atacou a decisão do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP), que o suspendeu por dois anos por suposto caso de doping. Ele chamou a decisão do tribunal de "amadora" e afirmou que faltou "sensibilidade" ao órgão no julgamento do caso.

"Achei (a punição), de uma certa forma, bem amadora. Não tenho medo se vou ser processado ou não", disse Alecsandro, antes de apontar suposta falta de conhecimento técnico por parte do tribunal. "Nossa defesa não foi entendida pelos julgadores. Você passa sua defesa, o pessoal que vai te julgar não entende, você desconfia de uma certa forma da qualidade dos julgadores. Nós, jogadores, infelizmente estamos nas mãos dessas pessoas."

Alecsandro foi flagrado em teste antidoping no dia 3 de abril, após clássico com o Corinthians disputado no Pacaembu, pelo Paulistão. Exame de urina apontou a presença de O-Dephenylandarine, substância com efeito anabolizante. O resultado foi divulgado no fim de julho, quando se iniciou a suspensão do jogador.

Pelo julgamento, o TJD-SP decidiu suspender o atleta por dois anos, a contar de março. O caso só foi revertido no início de setembro, quando os advogados de Alecsandro comprovaram que a presença da substância em seu organismo era o resultado de uma reação química decorrente do uso de uma loção capilar.

"Recebi o comunicado de uma forma bem injusta, o corpo técnico jurídico de São Paulo não teve a mínima sensibilidade. Eu nunca tinha nem entrado em um júri, com vários títulos na carreira, história no futebol e o corpo de São Paulo não teve sensibilidade, profissionalismo zero também", declarou o atacante.

"Felizmente, eu tenho condição boa e pude contratar o melhor advogado do Brasil no caso de doping, um professor de bioquímica. Gastei tudo do meu bolso. Muito jogador está sendo injustiçado e não tem condições de contratar um bom advogado, uma assessoria para ajudá-lo", criticou.

Aos 35 anos, Alecsandro admitiu que temeu pelo fim de sua carreira. "Sabemos que ficar dois ou três meses fora, como eu fiquei, faz você perder espaço. Eu perdi espaço no Palmeiras ficando menos de quatro meses fora, imagina um atleta que fica dois anos? Passou pela minha cabeça encerrar a carreira, mas, logo em seguida, depois de dois ou três dias, o meu advogado me tranquilizou muito ao falar que voltaríamos a um novo julgamento e que novas coisas aconteceriam", destacou o jogador.

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