Renato S. Cerqueira/Futura Press
Renato S. Cerqueira/Futura Press

Inquérito que apurou acusação de estupro contra Neymar em 2019 foi arquivado 

Najila Trindade e o ex-marido foram acusados de fraude processual, denunciação caluniosa e extorsão e foram absolvidos   

Redação, O Estado de S. Paulo

28 de maio de 2021 | 11h33

A acusação de uma funcionária da empresa Nike contra Neymar por agressão sexual, publicada quinta-feira pelo The Wall Street Journal, trouxe à tona novamente o caso envolvendo o atacante do Paris Saint-Germain e a ex-modelo Najila Trindade, em 2019. À época, o jogador foi acusado por estupro na França. Após investigação, o inquérito foi arquivado.

A delegada Juliana Lopes Bussacos, da 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, em São Paulo, afirmou não ter encontrado elementos para indiciar Neymar em 2019. As investigações começaram em 31 de maio daquele ano, quando Najila procurou a Polícia e foi ao Hospital Pérola Byington, onde realizou exame de corpo de delito. A modelo relatou que o atacante fez sexo contra a vontade dela, sem usar camisinha. O atacante negou o estupro e disse que usou preservativo.

No dia seguinte, Neymar esteve no mesmo quarto do hotel e foi agredido por Najila. A modelo gravou o encontro e alegou que buscava uma prova de que se encontrara com o atleta. O vídeo tem cerca de 60 segundos. A modelo afirmou que gravou todo o encontro, mas o vídeo completo teria sido furtado juntamente com seu tablet.

Najila e o ex-marido chegaram a ser acusados de fraude processual, denunciação caluniosa e extorsão. Ambos foram processados pelo Ministério Público. A Justiça de São Paulo absolveu Najila e o ex-marido.

No Rio, o juiz Marcel Laguna Duque Estrada, da 36.ª Vara Criminal, também encerrou uma investigação sobre suposto crime cibernético que teria sido cometido por Neymar por vazamento de fotos íntimas da ex-modelo.

De acordo com a reportagem publicada quinta-feira pelo  The Wall Street Journal, uma funcionária da Nike disse a amigos e colegas que Neymar tentou forçá-la a fazer sexo oral em um quarto de hotel de Nova York, onde ela ajudava a coordenar eventos e fazia a logística para o atacante e sua comitiva, em 2016. Este teria sido o motivo pelo qual a marca de produtos esportivos encerrou o contrato com o jogador do Paris Saint-Germain em agosto do ano passado. Neymar nega a acusação.

"Neymar Jr. se defenderá vigorosamente contra esses ataques infundados caso alguma reclamação seja apresentada, o que não aconteceu até agora”, disse a assessoria do atleta, que justificou o fim do contrato com a Nike por motivos comerciais.

 

Tudo o que sabemos sobre:
NeymarNajila Trindade Mendes de Souza

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.