Mauro Pimentel / AFP
Mauro Pimentel / AFP

Instagram confirma ter removido vídeo de Neymar se defendendo

Postagem já tinha sido vista mais de 22 milhões de visualizações quando foi apagada

Luis Filipe Santos, Estadão Conteúdo

03 de junho de 2019 | 13h44

O Instagram confirmou que não foi Neymar que removeu o vídeo em que se defende de acusação de estupro, e sim a própria rede social. “O conteúdo foi removido por violar os padrões da comunidade do Instagram”, justificou a empresa sobre a postagem, que mostrava imagens de nudez.

No vídeo, Neymar mostrava a conversa com a mulher, que havia lhe mandado fotos íntimas. O jogador publicou o vídeo com as fotos, sem nenhum tipo de tarja ou algo que disfarçasse. Até ser removido, mais de um dia depois, já tinha mais de 22 milhões de visualizações.

Nesta segunda e no domingo, policiais da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) foram até a Granja Comary, onde Neymar está treinando junto com a seleção brasileira, para ouvir depoimento sobre o caso. O atacante pode cometido crime previsto no artigo 218C do código penal, que fala sobre a divulgação de imagens de nudez sem consentimento e prevê reclusão de um a cinco anos.

A atitude de Neymar, no entanto, foi defendida pelo pai do atleta. "Não tínhamos uma escolha. Eu prefiro um crime de internet ao de estupro. Mas ele preservou a imagem e o nome. Ele precisava se defender rapidamente. É melhor ser verdadeiro e mostrar o que aconteceu. Sabíamos da chantagem, mas não da coragem de fazer um B.O. em cima de uma situação dessas", disse Neymar 'pai' em entrevista à TV Bandeirantes.

O crime teria acontecido em Paris, na França, no dia 15 de maio, às 20h20, em um hotel de luxo da cidade, e o B.O. foi registrado na última sexta-feira, 31 de maio, em São Paulo. A identidade da mulher que teria sofrido o crime foi mantida em sigilo.

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