Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Instalada há uma semana, Comissão de Ética da CBF ainda não recebeu denúncias

As punições previstas a quem infringir o código são variadas e vão desde a advertência até o banimento do futebol

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2017 | 18h54

Instalada em 20 de abril, a Comissão de Ética da CBF ainda não recebeu nenhuma denúncia de fato, mesmo que um canal esteja aberto à população desde o início da semana. Até esta quinta-feira, o portal criado para receber as chamadas "notícias de infração" foi acionado apenas nove vezes, sendo que sete mensagens eram spam e duas se tratavam de simples comentários.

Para o presidente da comissão, Carlos Renato de Azevedo Ferreira, o baixo índice se deve ao fato de a iniciativa ser uma novidade. "O povo vai ter que se habituar", afirmou Ferreira, que é advogado e ex-desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). "E é preciso divulgação, as pessoas ainda não têm conhecimento do nosso trabalho".

Qualquer pessoa pode apresentar uma notícia de infração através do portal canaldeetica.cbf.com.br. É preciso se identificar e basear a denúncia no Código de Ética e Conduta do Futebol Brasileiro, que está disponível no próprio portal. Arquivos para embasar uma violação ao documento podem ser anexados. Apesar de ter que apresentar o nome, o sigilo do denunciante é garantido.

"O código é muito abrangente, detalhista, atual. E a comissão tem uma amplitude muito grande, podendo analisar a conduta de dirigentes e funcionários da CBF, de federações, de clubes, empresas que tenham ligação com o futebol, entre outros", destacou Carlos Renato Ferreira.

Apesar de instituída pela CBF, a Comissão de Ética é "totalmente independente" da entidade. "Eu acredito muito nessa iniciativa. O principal ponto é que a comissão é independente, é um órgão de controle. A CBF é que está subordinada à comissão, não o contrário", ressaltou o presidente da Comissão.

As punições previstas a quem infringir o código são variadas e vão desde a advertência até o banimento do futebol, passando por multa que pode chegar a R$ 500 mil.

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