JF Diorio/Estadão
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Instável, Palmeiras se 'especializa' em reações no segundo tempo

Equipe concentra gols na etapa final para compensar atuações ruins no começo dos jogos, como foi contra o Cruzeiro

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2017 | 07h00

O torcedor do Palmeiras vive nesta sexta-feira, véspera de novo confronto pelo Campeonato Brasileiro, um grande dilema ao refletir sobre o time. Se por um lado pode ficar orgulhoso pelo constante poder de reação da equipe demonstrado nos segundos tempos disputados em 2017, como foi contra o Cruzeiro, na última quarta, se questiona como o clube poderia se organizar melhor para evitar esses sufocos.

Na última quarta, pela Copa do Brasil, no Allianz Parque, a equipe levou três gols no primeiro tempo para depois do intervalo conseguir igualar o jogo, com outros três gols. "Ficamos tristes pelo primeiro tempo que fizemos. Já no segundo tempo conseguimos o empate. Os torcedores viram que nunca vamos desistir e vamos lutar por essa camisa", comentou o capitão e atacante Dudu, autor de dois gols.

A reviravolta em casa fez o empate ser comemorado como vitória. O jogo, então, apresentou dois modelos antagônicos, com uma etapa inicial catastrófica e a outra parte exemplar. "Temos a obrigação de jogar como o segundo tempo, de lutar por essa camisa, lutar pelo torcedor que vai ao campo. Agora, ganhar a competição vai depender do momento da equipe", disse Dudu.

A reação palmeirense contra o Cruzeiro se assemelhou a outros momentos encarados nesta temporada. Na Copa Libertadores, por exemplo, o time conseguiu duas vitórias em casa com gols nos acréscimos. Contra o Jorge Wilstermann, da Bolívia, Mina fez 1 a 0 aos 50 minutos do segundo tempo. Na rodada seguinte, diante do Peñarol, o Palmeiras ficou duas vezes em desvantagem até sacramentar os 3 a 2 com gol de Fabiano, aos 54 minutos da etapa final.

Com o mesmo adversário uruguaio, mas em Montevidéu, o Palmeiras aplicou 3 a 2 após levar 2 a 0 no primeiro tempo. Um mês antes, em março, pelo Campeonato Paulista, a reação no clássico com o Santos foi fulminante. Dois gols depois dos 40 minutos da etapa final garantiram os 2 a 1, na Vila Belmiro, pela primeira fase da competição.

O poder de reação e o equilíbrio psicológico arrancaram elogios do treinador Cuca. Mas, por outro lado, ele cobrou do time mais organização para evitar que as falhas no primeiro tempo não venham a custar derrotas difíceis de reverter. A equipe vivenciou isso na semifinal do Paulista, ao levar três gols da Ponte Preta ainda no primeiro tempo e não conseguir igualar o placar na volta, quando acabou eliminada.

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