Gabriela Bilo/Estadão
Gabriela Bilo/Estadão

Instável, São Paulo bate Emelec e fica em vantagem

Com o resultado, time tricolor pode perder por até um gol de diferença em Guayaquil para avançar à semifinal da Sul-Americana

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

30 de outubro de 2014 | 22h17

Parecia que seria fácil, mas o São Paulo quase entregou o jogo após abrir 3 a 0 contra o Emelec. No final, a vitória por 4 a 2, na primeira partida das quartas de final da Copa Sul-Americana, ficou de bom tamanho e dá à equipe a possibilidade de perder por até um gol no Equador, na semana que vem.

Resolver o confronto no primeiro jogo havia virado mantra no time, que desde o início se lançou ao ataque com o objetivo de conseguir um gol rapidamente. Acontece que o adversário já sabia o que esperar e tratou de compactar suas linhas de marcação de modo a impedir a movimentação de Kaká, Michel Bastos e Alan Kardec. Pelo que se desenhava no início, o confronto seria mais complicado do que o imaginado.

Mas a pressão na saída de bola, velha companheira nessa temporada, voltou a ser eficiente: Maicon roubou a bola e acionou Kaká, que devolveu para o companheiro acionar Michel Bastos, que com um chute colocado marcou, aos 12 minutos.

Daí por diante viria um show particular de Paulo Henrique Ganso. Muito criticado por uma suposta falta de dinamismo, o meia faria sua parte duas vezes para dar a impressão de que a fatura estaria liquidada. Primeiro, achou Kaká no meio da zaga e após bate e rebate, Hudson aproveitou para ampliar aos 34. Dez minutos depois, mais uma vez o meia mostraria sua categoria ao encontrar novamente Kaká, que desta vez rolou para Kardec limpar Achilier e marcar um golaço.

O placar dilatado da primeira etapa, no entanto, ajudou a ocultar a performance pouco inspirada coletivamente. O Tricolor construiu o resultado aproveitando todas as chances que teve, mas passava longe de uma apresentação brilhante e ainda oferecia espaços ao Emelec, que falhava na hora de concluir. Ainda assim, eficiência era o necessário e esta qualidade até então era abundante.

APAGÃO

E aí veio o segundo tempo. Logo aos dois minutos, Bolaños recebeu lançamento pela direita e fulminou Rogério Ceni, que não conseguiu segurar o arremate. Até então, o torcedor achava que seria apenas um desvio de rota de uma vitória contundente, mas aos nove minutos, Mena aproveitou nova bobeada da defesa para colocar o Emelec atrás por um gol e dependendo apenas de uma vitória simples em Guayaquil para passar de fase.

Os golpes deixaram o Tricolor grogue e mais uma vez o fantasma da eliminação começou a assombrar os jogadores, que passaram a errar basicamente tudo o que era tentado.

Restava, então, apelar para as bolas alçadas na área e torcer para que os cruzamentos encontrassem alguma cabeça para desafogar a angústia. E foi assim que Hudson encontrou Antonio Carlos, que escorou e voltou a dar algum conforto, aos 24 da etapa final.

Apesar dos sustos, o Tricolor segurou o resultado e conseguiu uma vantagem razoável para o jogo de volta, mas poderia ter praticamente assegurado a vaga se não tivesse dormido.

E dormir no ponto é justamente o que uma equipe que busca um título internacional não pode fazer na hora da decisão. Num mata-mata, esse tipo de erro costuma ser fatal.

FICHA TÉCNICA:

SÃO PAULO 4 X 2 EMELEC

SÃO PAULO - Rogério Ceni; Hudson, Paulo Miranda, Edson Silva e Álvaro Pereira; Souza, Maicon (Antonio Carlos), Kaká (Osvaldo), Michel Bastos e Ganso; Alan Kardec. Técnico - Muricy Ramalho.

EMELEC - Dreer; Narváez, Achilier, José Quiñonez e Bagüi; Pedro Quiñonez (Gaibor), Giménez, Bolaños, Lastra e Mena; Ángel Mena e Emanuel Herrera (Escalada). Técnico - Gustavo Quinteros.

GOLS - Michel Bastos, aos 11, Hudson, aos 34, e Alan Kardec, aos 44 minutos do primeiro tempo; Bolaños, aos 2, e Mena, aos 9, e Antonio Carlos, aos 24 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - Enrique Cáceres (Paraguai).

CARTÕES AMARELOS - Maicon (São Paulo); Dreer, Achilier, Bagüi, Bolaños e Lastra (Emelec).

RENDA - R$ 476.310,00.

PÚBLICO - 22.705 pessoas (total).

LOCAL - Estádio do Morumbi, em São Paulo.

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