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Leonardo Augusto / Especial para o Estado
Leonardo Augusto / Especial para o Estado

Integrantes de torcidas organizadas do Cruzeiro são presos por episódios de violência nos estádios

Operação do Ministério Público de Minas Gerais, Polícia Militar e Polícia Civil foi batizada de 'Voz da Arquibancada', e ocorreu na manhã desta terça-feira

Leonardo Augusto, especial, O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2019 | 11h42

Seis integrantes das torcidas organizadas Máfia Azul e Pavilhão Independente, do Cruzeiro, foram presos na manhã desta terça-feira, em operação do Ministério Público de Minas Gerais, Polícia Militar e Polícia Civil. Participantes das duas organizações, conforme o MP informa, são apontadas como responsáveis por episódios de violência nos estádios. A Máfia Azul, ainda de acordo com o Ministério Público, estaria à frente da quebradeira no Mineirão no domingo, dia 8 de dezembro, quando o time perdeu por 2 a 0 para o Palmeiras e foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro. Partes de assentos foram atirados no campo. Houve destruição de banheiros e bebedouros, causando um prejuízo avaliado de R$ 300 mil.

A operação, batizada de "Voz da Arquibancada", tem por cumprir ainda outros dez mandados de prisão. Os policiais estiveram nas sedes das duas torcidas para busca e apreensão. Cães farejadores foram usados para localização de drogas. A operação acontece na capital Belo Horizonte e em Contagem, Betim, Vespasiano, Ribeirão das Neves, Barão de Cocais e João Monlevade, todas cidades da Grande Belo Horizonte.

Segundo o MP, a atuação das torcidas tem gerado "grave perturbação à ordem pública, danos ao patrimônio público e privado e colocado em risco a integridade física de torcedores comuns e de toda a população". Naquele jogo com o Palmeiras, o último da temporada, a tocida do clube paulista foi impedida de ir ao estádio. A promotoria disse ainda que ocorreram, sem êxito, tentativas de conciliação entre as organizadas, que não raramente se enfrentam nas ruas da cidade. Entre os crimes investigados pelo MPMG  que ocasionaram a operação estão associação criminosa, tentativa de homicídio, lesão corporal, dano ao patrimônio, ameaça e tumulto. A reportagem do Estado tentou contato com representantes da Máfia Azul e da Pavilhão Independente, mas não teve sucesso.

A promotora de Justiça Vanessa Fusco, que faz parte da operação de hoje, disse que o MP vai pedir o banimento dos estádios do País por um ano de todos os torcedores que se apresentarem com roupas ou bandeiras da Máfia Azul ou Pavilhão Independente. O pedido será feito à Federação Mineira de Futebol (FMF). Se acatado, a fiscalização caberá à PM.

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