Ricardo Duarte/Divulgação
Ricardo Duarte/Divulgação

Inter admite surpresa por campanha de candidato ao título brasileiro

Recém-promovido da Série B, clube disputa liderança na elite mesmo depois de campanha ruim no primeiro semestre

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

26 Agosto 2018 | 05h00

Quando um time sobe da Série B para a elite, geralmente alimenta objetivos simples como fazer uma boa campanha ou no máximo brigar por vaga na Copa Libertadores. O Inter começou o Campeonato Brasileiro deste ano com metas modestas após ter sido vice-campeão no acesso no ano passado, porém acabou surpreendido positivamente pelo rendimento e pelo posto de candidato ao título.

"A gente não imaginava tudo isso", admitiu ao Estado o volante Edenilson, remanescente da campanha na Série B. "O processo de reconstrução demora, mas como tínhamos um grupo com vários jogadores do ano passado, e não construído do zero, acreditamos na continuidade do elenco", afirmou o jogador.

O Inter tem apenas três derrotas no Campeonato Brasileiro e iniciou a rodada na vice-liderança, apenas um ponto atrás do líder, São Paulo. Invicto no Beira-Rio, a equipe desfruta em 2018 do otimismo e da surpresa em ter deixado para trás favoritos e se tornado candidato à taça. O clube tem a vantagem de neste segundo turno, enfrentar os concorrentes diretos como mandante.

No primeiro semestre a equipe não teve desempenho para se comemorar. No Estadual, perdeu para o rival nas quartas de final. Na Copa do Brasil, parou na quarta fase, ao ser eliminado nos pênaltis pelo Vitória.

Edenilson explica que os maus bocados encarados na Série B ajudaram a forjar o elenco atual. "Viemos do inferno e agora estamos vivendo praticamente a um ponto do céu. Se a gente não tivesse passado pela dificuldade, não teríamos crescido tanto. A torcida vinha machucada pelos insucessos recentes e até sentiu um pouco de raiva da gente em alguns momentos no ano passado", afirmou.

O Inter chegou à virada de turno como um dos líderes ao apostar em um elenco sem contratações de peso. O diretor executivo Rodrigo Caetano contou ter procurado reforços sem precisar gastar. "Todos os atletas que chegaram após minha chegada foram só pelo salário. Nenhum deles teve qualquer negociação de direitos econômicos. Foi assim que a gente pode atuar nesta janela", disse ao Estado.

O dirigente que passou por clubes como Grêmio, Vasco, Fluminense e Flamengo chegou ao Inter em maio e diz notado no time uma mudança de mentalidade. Em vez de baixa autoestima, o elenco incutiu o pensamento de que era possível fazer bonito no retoro à elite. "Está na cabeça de todos de que o Brasileiro é importante, de nível parelho e que o Inter não deve nada a ninguém. O fato de ter passado pela Série B, não diminui a grandeza", comentou.

 

 

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