Inter: Advogado promete ir até o fim

O advogado Leandro Konrad Konflanz, autor de duas das ações judiciais que agitaram o Campeonato brasileiro, promete ir até o fim de sua luta para ver o Internacional ser declarado campeão pela justiça comum, mesmo que o clube aceite um acordo com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para desistir de retirar do Corinthians os quatro pontos que o clube paulista conseguiu ganhar com a anulação e posterior repetição dos 11 jogos apitados por Edilson Pereira de Carvalho."O Internacional não pode dispor de um direito alheio, no caso o meu, de buscar reparação por injustiças", avisa Konflanz, torcedor que costuma ver os jogos do time da geral do Beira-Rio e jura não ter qualquer outro vínculo com o clube. "Essa chantagem da Conmebol não vai influenciar em nada os meus processos", ressalta, referindo-se à informação de que a Confederação Sul-Americana só dará vaga na Copa Libertadores a clubes que não tenham ações na justiça comum, seja por iniciativa própria ou de seus torcedores.Na primeira ação que moveu, Konflanz conseguiu que a juíza Munira Hanna determinasse, por liminar, no dia 18 de novembro, o cancelamento da anulação dos 11 jogos apitados por Edilson Pereira de Carvalho. A decisão foi suspensa no dia 2 de dezembro pela ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça. Na madrugada do dia 4, Konflanz conseguiu outra liminar, do juiz plantonista Mauro Borba, que impedia a CBF de proclamar o campeão brasileiro se a diferença entre Corinthians e Internacional fosse inferior a três pontos. Até o final da tarde desta segunda-feira o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul não havia recebido qualquer recurso da CBF para cassar a liminar.Para Konflanz, a anulação dos 11 jogos feriu princípios constitucionais, como o direito ao contraditório. E também desrespeitou o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) que, segundo o advogado, só admite a anulação de jogos em que há prova cabal e definitiva de manipulação.

Agencia Estado,

05 de dezembro de 2005 | 18h37

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