Inter cautelosa com volta de Ronaldo

A Inter torce pela volta de Ronaldo na reta final da corrida pelo título italiano. Mas o otimismo do atacante não provoca reações de euforia no clube milanês. Os dirigentes e o técnico Hector Cúper preferem seguir o discurso cauteloso e politicamente correto que há muito tempo escolheram como o mais adequado quando se referem ao ?Fenômeno?. Não se arriscam sequer a garantir que ele estará em campo contra o Valencia, dia 21, pela Copa da Uefa, ou no clássico com a Roma, dia 24, pelo torneio nacional. "Ronaldo é querido aqui", reafirma o presidente Massimo Moratti, que bancou a contratação do astro do Barcelona em 97 e tem sido um de seus maiores defensores. "Os jogadores gostam dele porque não mostra inveja pela fase excepcional da equipe", atesta. A Inter lidera a competição, com 52 pontos e sem ter contado com o talento do brasileiro. Moratti não avança nas previsões. O patrono do clube prefere driblar os pedidos de palpite sobre a data exata de reaproveitamento do craque. "Isso fica por conta da comissão técnica", desconversa. A atitude foi interpretada, por parte da imprensa italiana, como sinal de que o ambiente em Appiano Gentile, centro de treinamentos do time, não está tão receptivo como antes. "O presidente parece um pai que perdeu o sentimento de afeto pelo filho e não mostra ansiedade em reabraçá-lo", escreve Roberto Omini na edição desta terça-feira do Corriere dello Sport. Há quem considere exagerada essa interpretação, pois Moratti em público jamais demonstrou frieza com Ronaldo. A incógnita em torno da escalação, porém, permanece. "Ele atingiu 75% de sua capacidade atlética", antecipou o preparador físico Cláudio Gaudino, que acompanhou o tratamento que o atacante faz no Brasil desde 2 de fevereiro. "Mas ainda precisa cumprir programação de treinos individuais, que em seu caso é fundamental." "Por isso, vamos com calma", emenda Cúper, para contornar questões em torno da presença do ídolo em campo. O técnico não mexe em Vieri, artilheiro do time com 18 gols, e está satisfeito com o desempenho de Ventola, substituto "oficial" do brasileiro. "Não há motivo para precipitação."

Agencia Estado,

05 Março 2002 | 18h24

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