Bruno Cantini/Divulgação
Bruno Cantini/Divulgação

Inter defende tabu de 29 anos contra o Atlético-MG para ir às quartas

Time gaúcho não perde para os atleticanos em casa desde 1986

Estadão Conteúdo

13 de maio de 2015 | 07h34

Depois de empatar por 2 a 2 com o Atlético-MG no jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores, em Belo Horizonte, na semana passada, o Internacional defenderá nesta quarta-feira, no Beira-Rio, não apenas a vantagem de poder empatar por até um gol para seguir na competição. Mais do que isso, o time gaúcho irá defender um tabu de 29 anos, pois não perde para os atleticanos em seu estádio desde 1986.

Desde a derrota por 2 a 0 sofrida há 29 anos em seu estádio, o Inter acumulou 20 jogos de invencibilidade no Beira-Rio contra o Atlético. No período, foram 13 vitórias coloradas e sete empates. Apesar disso, o técnico Diego Aguirre minimizou a importância do tabu nesta terça-feira.

"Não sabia da invencibilidade. Acho que não é importante. Cada jogo tem um momento distinto. Não penso nisso", assegurou o comandante uruguaio, que está mais preocupado em como irá armar o seu time para o duelo que começará às 22 horas desta quarta.

O treinador não deverá contar com o atacante Nilmar, que não treinou durante esta semana por ainda estar se recuperando de uma lesão muscular na coxa esquerda. "Vou esperar até amanhã (quarta), mas acho difícil que possa jogar", disse Aguirre, que, assim como na partida de ida em Minas, deve escalar o argentino Lisandro López no comando de ataque.

Já no meio-campo, Jorge Henrique e Valdívia estão disputando uma posição para atuarem ao lado de D''Alessandro e Eduardo Sasha. Mas, independentemente de quem atuar, o certo é que o Inter poderá avançar com empates por 0 a 0 ou 1 a 1, enquanto o Atlético terá de sair para o ataque. A equipe mineira avançará com uma vitória simples ou igualdade por três ou mais gols. Novo empate por 2 a 2 leva a decisão aos pênaltis.

O time alvinegro, por sinal, ganhou um problema de última hora para o jogo desta quarta. O lateral-direito Marcos Rocha se tornou dúvida para o confronto ao sentir uma fisgada na panturrilha esquerda ainda no aquecimento do treino de reconhecimento do Beira-Rio, realizado na noite desta terça.

Após o ocorrido, Marcos Rocha iniciou tratamento com gelo imediatamente depois de ter sido examinado pelo médico do clube, Rodrigo Lasmar. O técnico Levir Culpi, porém, encarou o problema com naturalidade, até pelo fato de que o lateral já foi substituído por quatro vezes por causa de lesões nesta Libertadores, sendo duas delas contra o Colo-Colo e outras duas contra o Atlas.

Caso não reúna condições de jogo, Marcos Rocha dará lugar a Patric, assim como já aconteceu nos confrontos em que o titular desfalcou a equipe na competição continental. "Acontece. A gente tem que estar preparado. Vou adiantar que dormirei tranquilo. Vou dormir igual um bebê, acordando de duas em duas horas e chorar (risos). Quem sabe ele não melhora. Numa dessa ele melhora", disse Levir, em entrevista à Rádio Itatiaia, ao comentar a lesão do lateral.

O certo é que o meia Guilherme, recuperado de lesão muscular, treinou normalmente e mostrou que está pronto para defender a equipe atleticana em Porto Alegre.

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