Inter domina o São Paulo e vence a primeira semifinal da Libertadores

Giuliano saiu do banco de reservas para marcar o gol da vitória por 1 a 0 no Beira Rio

ANDRÉ AVELAR, estadão.com.br

28 de julho de 2010 | 23h53

Celso Júnior/AE

SÃO PAULO - Foi um verdadeiro massacre nesta quarta-feira, 28, no Beira Rio. Não pelo placar, sim pelo futebol apresentado pelo Internacional. O time pressionou do começou ao fim e venceu um acuado São Paulo por 1 a 0 pela primeira partida da semifinal da Copa Libertadores.

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 "o retrato da indignação"
No lance do gol, é melhor nem levar a fita do jogo para aquela tradução do Fantástico, da TV Globo, para saber o que Rogério Ceni disse.

Enquanto o foco estava entre os nove personagens da decisão do torneio de 2006, entre os mesmos times, o jovem Giuliano deixou o banco de reservas na etapa complementar para colocar os colorados em vantagem.

Para a próxima quinta, a promessa de mais uma grande partida, desta vez, no Morumbi. Agora, os gaúchos têm a vantagem de jogar pelo empate para avançar à final - pode até perder por um gol de diferença, desde que marque também. O adversário sai do confronto entre Universidad de Chile e Chivas Guadalajara, que jogam dois dias antes.

 

Ansiedade x pressão. Dois meses de espera, uma Copa do Mundo no meio do caminho e a semifinal. O tempo para as polêmicas de bastidores acirrou ainda mais uma das maiores rivalidades dos últimos anos no País, mas, em campo, os dois times trataram de jogar bola. A dificuldade estava mesmo em criar as primeiras oportunidades.

 

D´Alessandro e Taisson tinham uma clara missão: servirem Alecsandro, que atuava mais isolado na frente. E o centroavante deu trabalho para os zagueiros, além de exigir duas boas defesas de Rogério Ceni.

 

Já o time de Ricardo Gomes, técnico ameaçado pelo menos até o começo da semana, começou com uma marcação forte. Se perdeu ao longo do primeiro tempo e não conseguia passar do seu campo de defesa. Pouco para quem lutava por uma vaga entre os melhores da América. Vaiado pela sua ex-torcida, Fernandão era a única referência para o time.

 

"O joguinho deles é esse. Eles estão esperando o nosso erro para fazer o gol. Precisamos ter cuidado porque não vamos decidir nada aqui", disparou Alecsandro. Do outro lado, Hernanes concordava com a postura defensiva do time. "Tivemos uma proposta humilde de marcar bem. Agora teremos mais espaços na área adversária."

 

Ataque x defesa. Para a etapa complementar, o jogo seguiu na mesma toada. Os colorados atacavam e os adversários apenas assistiam. Rogério Ceni ia salvando e Andrezinho continuava tentando. O primeiro chute do São Paulo veio com Dagoberto, só aos 11 minutos.

 

 Internacional 1
Renan; Nei, Bolívar    , Índio, Kleber; Guiñazu, Sandro, Andrézinho (Giuliano), D´Alessandro; Taisson (Rafael Sobis) e Alecsandro
Técnico: Celso Roth
 São Paulo 0
Rogério Ceni; Jean    , Alex Silva, Miranda, Júnior César; Richarlyson     (Cléber Santana), Jean, Rodrigo Souto, Hernanes e Marlos (Fernandinho); Dagoberto (Ricardo Oliveira) e Fernandão
Técnico: Ricardo Gomes
Gols: Giuliano, aos 22 minutos do 2.º Tempo

Árbitro: Héctor Baldassi (ARG)

Estádio: Beira Rio, em Porto Alegre (RS)

Enquanto se falava da volta de Rafael Sobis, por exemplo, que estava no banco de reservas, quem resolveu mesmo foi Giuliano. O jovem atacante entrou em campo e quatro minutos depois abriu o placar para o Internacional. Ele recebeu de costas para o gol, virou sobre o zagueiro Miranda e chutou no canto de Rogério Ceni. Foi o quarto dele na competição continental.

 

Mesmo com a vantagem no placar, o time seguiu buscando o gol. Tinha bola de tudo que era jeito: de fora da área, de média distância, de cabeça... E Rogério Ceni continuava se virando.

 

Mas o São Paulo também tinha sua arma vinda do banco de reservas. Depois de quatro anos, impedido de jogar a final da Libertadores de 2006, contra o mesmo Inter, Ricardo Oliveira reestreou. Não pôde fazer muito, já que o time mal prendia a bola no campo de ataque.

 

Rafael Sóbis também entrou para aumentar a lembrança daquele jogo. Se não teve tempo para ter uma grande atuação, ao menos saiu de campo vencedor.

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