Inter homenageia seus grandes heróis

Ronaldo foi jogador da Internazionale durante cinco temporadas, de 97 a 2002. Nesse período, ganhou uma Copa da Uefa, ficou dois anos e meio sem jogar até forçar saída para o Real Madrid. Por conta dessa atitude, o brasileiro foi ?excluído? da lista dos maiores astros que vestiram a camisa azul e preta do time italiano. A contrariedade ficou evidente hoje, no lançamento do novo hino oficial do clube milanês. A festa para a canção "C?é solo Inter" (Só existe a Inter) teve como ponto alto a exibição de vídeoclip com momentos marcantes da história ?interista?. Ídolos de sempre, como Sandro Mazzola, Giacinto Facchetti, Nicola Berti, Javier Zanetti, Lothar Mattheus, além do técnico Trapattoni, foram enaltecidos. E nada de Ronaldo. A única referência ao atacante campeão do mundo foi feita por Elio, o autor da canção, torcedor fanático da Inter e famoso também pela língua ferina. "Quando montei essas imagens, pensei em colocar uma dele também", disse aos jornalistas que queriam saber por que Ronaldo havia sido banido. "Sabe qual seria essa imagem?", questionou. "Aquela do Estádio Olímpico, quando ele se quebrou." O artista se referia ao episódio da segunda contusão no joelho direito do brasileiro, em partida contra a Lazio, pela Copa da Itália, em maio de 2000. "Não queremos mais vê-lo", disse o músico, diante de Massimo Moratti, presidente da Inter, e de vários jogadores do elenco. Ronaldo não existe para a Inter e se concentra no Real Madrid, depois de passar o fim de semana de folga em Moscou. Ele está quase em forma e tem presença confirmada no sábado contra o Santander. Além disso, participa com Zidane de campanha da Onu contra a pobreza.

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