Inter precisa vencer cinco jogos para evitar eliminações

Três meses e meio depois de conquistar o título mundial, o Internacional está diante da obrigação de vencer uma série de cinco jogos consecutivos para não ser eliminado prematuramente do Campeonato Gaúcho e da Copa Libertadores da América. Qualquer resultado adverso pode levar o clube a uma inesperada crise num ano em que os torcedores esperavam ver o time marchar triunfante em qualquer competição que disputasse.Na Libertadores, o empate sem gols contra o Vélez Sarsfield (Argentina), na última quarta-feira, deixou o time na obrigação de torcer para o Nacional não ganhar do Emelec, em Montevidéu, na próxima terça, e de vencer seus jogos contra os equatorianos, em Guaiaquil, no dia 10 de abril, e contra os uruguaios, no Beira-Rio, no dia 19. Há outros caminhos para a classificação, mas dependeriam de goleadas e de combinações improváveis de resultados paralelos.No Gauchão, o time colorado precisa ganhar do Gaúcho no sábado, em casa, e do Veranópolis, como visitante, no dia 4 de abril, para se classificar entre os três melhores do Grupo 1. Por enquanto é quarto, com 22 pontos. E se chegar lá, terá de vencer a pré-semifinal, no fim de semana da Páscoa, para seguir na competição.Decepcionados com o desempenho do time, os torcedores começam a reclamar dos diretores que não providenciaram reforços no início do ano e do técnico Abel Braga, que ainda não definiu um esquema e nem uma escalação para o Internacional. Também implicam com o treinador porque ele insiste em deixar o promissor atacante Alexandre Pato na reserva alegando que precisa da experiência de Iarley e Christian nos jogos pesados da Libertadores."O Abel está atrapalhado", observa o estoquista Remi Guedes, depois de ser surpreendido com a formação 3-5-2 usada contra o Vélez, com o peruano Hidalgo transferido da lateral esquerda para a zaga. "Além disso, está intimidando o [Alexandre] Pato", avalia, preocupado com a insistência com que o técnico pede para o garoto passar a bola. "Desse jeito ele vai ter de trocar o drible e a ousadia de suas arrancadas pelo passe lateral improdutivo".Nos vestiários, diretores, o técnico Abel Braga e os jogadores esforçam-se para mostrar que a situação está sob controle. Lembram que a má campanha no Gauchão deve-se ao início da competição, quando os titulares estavam em pré-temporada e o clube era representado por um time B, que perdeu diversos jogos. Também alegam que uma série de contusões, como as que afastaram Fernandão e Alex por quase um mês, e de convocações, como as de Alexandre Pato para a seleção sub-20 e de Vargas para a Colômbia e Hidalgo para o Peru impediram a repetição do time e do esquema.

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