Inter quer vantagem no campo e na torcida

O Internacional conta com o apoio de pelo menos mil colorados e com o desinteresse da torcida do adversário para anular a vantagem que o São Caetano tem de jogar no Anacleto Campanella, neste sábado, às 18 horas, pela última rodada do Campeonato Brasileiro.O time gaúcho precisa de um empate para chegar a 73 pontos e assegurar pelo menos a quinta vaga brasileira na Copa Libertadores da América de 2004. O São Caetano tem 71 pontos e só conquista a vaga com uma vitória.Para assegurar apoio ao time, o clube subsidiou a viagem de 500 torcedores, que saíram de Porto Alegre ao final da tarde desta sexta-feira em nove ônibus fretados. Outro grupo de 100 colorados viaja de avião neste sábado. Os gaúchos que vivem em São Paulo devem reforçar a torcida nas arquibancadas. Do outro lado, imaginam os dirigentes do Internacional, não estará uma torcida numerosa e fanática. Ao longo do campeonato, a média de público do São Caetano, em casa, não passou de 2,2 mil pessoas.Os 50 mil torcedores que foram ao Anacleto Campanella em toda a competição são equivalentes ao Beira-Rio lotado que viu o empate do Internacional contra o São Paulo no domingo passado.Outra estatística, no entanto, assusta o Internacional. Em casa, o São Caetano raramente perde e tem um aproveitamento de 71% dos pontos que disputa. Talvez por isso, e lembrando que tem a vantagem do empate, o técnico Muricy Ramalho, mostrou mais preocupações defensivas do que costuma, mesmo nos jogos fora de casa. Ele festeja a volta de Sangaletti, recuperado de lesão, líbero de sua confiança que orienta o posicionamento dos zagueiros e permite a volta ao esquema 3-5-2. Uma orientação já repassada aos jogadores é evitar as faltas, especialmente se Adhemar, exímio cobrador, estiver em campo.A missão de acionar os contra-ataques deve ser confiada ao meia-armador Cleiton Xavier. Muricy esperava pela recuperação de Élder Granja, contundido, mas o jogador não treinou nesta sexta-feira e dificilmente será escalado. Cleiton Xavier, que terá de acionar a velocidade dos atacantes Jefferson Feijão e Diogo, comemora a volta ao time depois de um ano difícil. Em janeiro, antes do lançamento de Diego e Nilmar, ele era visto como o mais promissor talento entre os titulares do Beira-Rio. Uma série de lesões atrapalhou seus planos. Agora, recuperado, ele acredita que pode confirmar a expectativa que havia em torno dele.

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