Inter tenta reaproximar Ronaldo e Cúper

A diretoria da Internazionale ainda acredita na permanência ?pacífica? de Ronaldo. Embora o ídolo brasileiro reafirme o desejo de ir embora, os cartolas confiam na possibilidade de superar o impasse, com tato, diplomacia e tempo. Para tanto, tratam de costurar reaproximação entre o goleador do Mundial e o treinador argentino Héctor Cúper. O relacionamento entre ambos é frio, formal e quase hostil. Ronaldo não esconde que a vontade de trocar de ares se deve principalmente ao tratamento que recebeu do argentino quando retornou do longo tratamento de recuperação da segunda operação no joelho. Cúper o deixou amargar a reserva, nos meses que antecederam à Copa de 2002, e a suposta indiferença do ?chefe? fez com que tomasse a decisão de ir embora assim que surgisse oportunidade. Os dirigentes não parecem incomodar-se com o distanciamento. Segundo o jornal ?La Gazzetta dello Sport?, está em andamento plano de paz, baseado em pequenos gestos. Os dois desafetos chegaram a trocar aperto de mão, no Centro de Treinamento de La Pinettina. O gesto educado foi reforçado por três ou quatro frases de ambas as partes e nada além disso. Mas há quem considere um bom início nesse desafio delicado. Ronaldo mantém distância da imprensa e trata de cumprir a programação que lhe foi apresentada pelo preparador físico Cláudio Gaudino. Tanto que nesta sexta pela manhã participou de sessão de treinamentos, com os turcos Emre e Okan, além do paraguaio Gamarra, mais recente reforço do clube milanês.

Agencia Estado,

09 Agosto 2002 | 19h21

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