Internacional não acredita em crise interna na LDU

Totalmente voltado para a Copa Libertadores da América, o Internacional se prepara em duas frentes para a decisiva partida contra a Liga Deportiva Universitária (LDU), do Equador, nesta quarta-feira, no Beira-Rio. Na área técnica, o treinador Abel Braga ensaiou jogadas de bola parada, como cruzamentos e cobrança de faltas, nesta segunda-feira. Na área psicológica, tratou de minimizar a crise do adversário, que chega a Porto Alegre com conflito entre jogadores e um técnico demissionário. ?Não vamos cair nessa conversa para boi dormir?, avisa Abel. Na avaliação do treinador e dos dirigentes colorados, os equatorianos estão falando muito na crise para desmobilizar o Internacional. O técnico da LDU, Juan Carlos Oblitas, deixará o cargo quando o time encerrar sua participação na Libertadores e deu entrevistas dizendo que a situação no clube equatoriano está insustentável. Mesmo assim prometeu fazer o impossível para segurar a vantagem de 2 a 1 que estabeleceu no jogo de ida, em Quito. Para o presidente do Internacional, Fernando Carvalho, a demissão de Oblitas é apenas uma artimanha usada no mundo do futebol para motivar os jogadores. Como precisa ganhar, o Internacional tratou de poupar os titulares no Campeonato Brasileiro e deu pouca importância à derrota dos reservas para o Juventude, por 2 a 0, no domingo. A opção dos treinos com bola parada indica a expectativa de encontrar um adversário fechado, tentando segurar o empate para passar às semifinais. Nessa situação, acreditam os colorados, a LDU poderá ter de recorrer a muitas faltas perto da sua área, cedendo as chances que Alex e Jorge Wagner, os cobradores, estarão esperando. Para se classificar, o Internacional precisa ganhar por 1 a 0. Se tomar um ou mais gols, terá de conseguir uma diferença de dois gols. Se o placar for 2 a 1 para os brasileiros, a decisão irá para os pênaltis.

Agencia Estado,

17 Julho 2006 | 20h28

Mais conteúdo sobre:
libertadores

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.