Joshua Roberts/Reuters
Joshua Roberts/Reuters

Interpol alerta para o risco do terror na Copa do Mundo da Rússia

Diretor da entidade diz que ameaça em eventos de alto nível, como Mundial e também Jogos Olímpicos, é crescente

O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2017 | 07h00

O terrorismo e a segurança cibernética são ameaças crescentes para os grandes eventos esportivos, como Copa do Mundo e a Olimpíada. A advertência foi feita ontem pelo secretário-geral da Interpol, Jurgen Stock, numa conferência sobre segurança internacional realizada em Doha, no Catar. Outro grave problema é o perigo representado pelos hooligans.

+ Rússia reforça a segurança com medo do terrorismo na Copa do Mundo

“Infelizmente estas ameaças estão crescendo”, alertou Stock. “Estão se internacionalizando e são cada vez mais complexas, o que requer mais do que nunca o reforço da cooperação entre diferentes agências.”

O Catar vai receber a Copa do Mundo de 2022. No ano que vem, o Mundial será na Rússia, que demonstra grande preocupação com os riscos do terrorismo, principalmente depois de ameaças recentes feitas pelo Estado Islâmico, como o Estado mostrou na edição de domingo. Autoridades russas estão adotando rigorosas medidas de segurança. O efetivo policial receberá reforço e, além dos estádios, locais públicos como o metrô terão detectores de metais e revista. A Interpol está colaborando nas investigações, visando identificar possíveis terroristas estrangeiros.

Outra preocupação imediata na área de segurança é com a Olimpíada de Inverno, no início do ano que vem na Coreia do Sul. Além do terrorismo, a ameaça cibernética está maior, garante Stock. Ele deu como exemplo os ataques contra os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

A preocupação com os hooligans tem como base atos constantes de violência e as muitas cenas de vandalismo registradas na Euro-2016, na França. Naquela competição, os hooligans russos foram responsáveis por várias ações violentas. O governo russo diz ter estratégia para neutralizá-los na Copa. Na mesma conferência em Doha, Hassan al-Thawadi, secretário-geral da Copa do Catar, assegurou que o Mundial de 2022 “será seguro”.

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