Ruben Sprich/Reuters
Ruben Sprich/Reuters

Interpol coloca cartolas da Fifa em lista vermelha

Entidade pede que dirigentes, sob suspeita, sejam presos

Jamil Chade, correspondente em Zurique, O Estado de S. Paulo

03 de junho de 2015 | 06h19

A Interpol coloca os cartolas da Fifa entre os mais buscados no mundo no que se refere à crimes de corrupção. Na manhã desta quarta, a entidade com sede em Lyon divulgou uma lista vermelha de pessoas que estão foragidas. Entre elas está o brasileiro José Marguiles, citado no caso do FBI sobre a fraude milionária no futebol e que levou à queda de Joseph Blatter.

No alerta vermelho emitido pela Interpol publicada na manhã desta quarta-feira estão seis pessoas, dos quais dois eram vice-presidente da Fifa: Jack Warner e o paraguaio Nicolaz Leoz. Ambos tiveram sua prisão solicitada pelos americanos. Mas foram soltos em seus respectivos países. Warner alegou problemas de saúde e, instantes depois, estava dançando em uma festa em sua homenagem.  

Ao colocar esses dirigentes na lista vermelha, a Interpol solicita a todos os governos que prendam essas pessoas caso sejam identificadas em qualquer um dos países. Os governos serão ainda convidados a entregar os suspeitos para uma eventual extradição aos EUA. 

Além dos dois cartolas, o alerta vermelho traz o argentino Alejandro Burzaco, empresário da Torneos y Competencias S.A., do setor de marketing esportivo, Hugo Jinkis e Mariano Jinkis daFull Play Group S.A., e José Margulies, o empresário brasileiro da Valente Corp e Somerton Ltd.

Enquanto a Interpol toma essa medida, a candidatura fracassada da Austrália para sediar a Copa de 2022 revelou hoje que um projeto de US$ 500 mil teve seu dinheiro desviado por Jack Warner, ex-vice-presidente da Fifa e um dos homens que, em 2010, votada na entidade para a escolha dos próximos Mundiais. 

Em uma carta aberta publicada nesta quarta, o presidente da Federação Australiana de Futebol, Frank Lowy, revela que a Concacaf (Confederação Norte Americana e Centro-Americana de Futebol) pediu uma doação de US$ 4 milhões para a construção de um “centro de excelência” em Trinidad e Tobago, justamente o país do presidente da entidade regional, Jack Warner. 

Depois de um amplo debate e estudos, os australianos concordaram em dar US$ 500 mil ao projeto. O dinheiro, segundo a carta, foi enviado diretamente para a conta da Concacaf e confirmado na época pelos administradores da entidade. “O dinheiro não foi para a conta de Warner”, escreveu Lowy.

Anos depois, porém, a Concacaf entrou em contato com os australianos para avisar que estava investigando a doação. “O inquérito mostrou que Warner havia cometido fraude e se apropriado dos fundos”, disse o australiano. “Ou seja, ele roubou o dinheiro da Concacaf”, insistiu. 

Os australianos confirmaram que tanto os investigadores internos da Fifa quanto do FBI passaram a examinar o caso. Lowy conta que pediu que a Concacaf devolvesse o dinheiro, “já que ele não foi usado para os fins acordados”. Mas a entidade foi instruída pela Fifa para esperar o fim da investigação.  

Na votação, a Austrália ficou com apenas um voto numa eleição vencida pelo Catar.

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