Interpol planeja sua maior operação na Copa 2010

Policiais de 25 países vão participar de segurança do torneio com tecnologia avançada de identificação

BBC Brasil, BBC

31 de março de 2010 | 17h42

A Interpol planeja realizar a maior operação da sua história durante a Copa do Mundo da África do Sul, segundo declarou nesta quarta-feira o chefe da agência, Richard Noble.

Segundo Noble, policiais de 25 países vão contribuir para o contingente da Interpol, incluindo agentes uniformizados e à paisana.

Eles devem patrulhar fronteiras e portos, com acesso a um banco de dados de passaportes perdidos ou roubados e utilizando a tecnologia mais avançada disponível em termos de identificação de impressões digitais.

Noble disse que a checagem de identidades deve ocorrer em estádios e locais designados para torcidas.

"A Interpol e a polícia sul-africana vão comparar as identidades para determinar quem e porque mereceu uma checagem maior... esta será a primeira vez que isso é feito, o custo da tecnologia já permite (a operação)", disse Noble á jornalistas na cidade de Durban.

HOLIGANS

A Copa deve ser o maior evento do gênero já realizado no continente africano e é visto como uma chance para a África do Sul rebater as críticas provocadas por causa dos altos índices de criminalidade do país.

O vice-comissário da polícia da África do Sul, Andre Prius, disse que não há ameaça de ataque terrorista durante o evento.

Segundo ele, a avaliação do risco de terrorismo foi baseada em informações de serviços secretos vindos de vários países e que "não há indicação de ameaça".

Prius descartou a ameaça de hooliganismo.

"Estive na Alemanha (na Copa de 2006), vi o hooliganismo e acho que podemos lidar com isso. Para cada uma das cidades-sede serão enviadas mais de quatro companhias de polícia de choque e mais de 8 mil policiais foram treinados especificamente para o evento".

A África do Sul afirmou que a segurança da Copa do Mundo, entre junho e julho, será feita por 41 mil policiais.

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