Invasão corintiana já começou em Goiânia

Enquanto a PM goiana espera uma invasão, domingo, com torcedores alvinegros vindos de São Paulo e entrando pelo lado sul da BR-153, ou pela região Norte, vindos de Brasília, ou desembarcando no aeroporto Santa Genoveva em vôos fretados, milhares de corintianos já desembarcaram na cidade. E, em silêncio, preparam a invasão do Serra Dourada com bandeiras, camisas e bonés. "Comprei o que vi e o que o bolso permitia", disse João Felipe Cavalcante, um brasiliense que se uniu a outros corintianos goianos para comprar camisetas do Timão nas lojas de artigos esportivos. João Felipe comprou quatro camisetas, com preços que variaram entre R$ 99 e R$ 150. Nas lojas, e com as vendas em alta, as camisetas corintianas acabaram bem cedo, no dia de hoje, na Apolo Esportiva. Localizada no Setor Sul, e distante seis quilômetros do Serra Dourada, "todas as camisetas corintianas", ao preço de R$ 145 foram vendidas, como informou a vendedora Araílde Aparecida Soares. "O que estava no estoque foi vendido", afirmou. No centro de Goiânia, e em lojas como a Mônica Calçados & Esporte, as camisetas do Corinthians, mais caras (R$ 150) foram mais procuradas que as do Goiás, mais baratas (R$ 119). "É curioso mas as camisetas corintianas estão vendendo mais", disse o gerente Flávio Adlafin Marques Freitas. Em outra região, a de Campinas, onde há uma das maiores concentrações de lojas do País por metro quadrado, as vendas se equilibraram entre as duas torcidas, como explicou Marlene Nunes, da Flávio´s Calçados, uma das maiores redes da cidade: "Está tudo igual", disse ela. As vendas estão de vento em popa entre camelôs. Como a cidade de Goiânia é o quarto maior pólo de confecções do País, espera-se uma outra invasão de camisetas, do tipo "paraguaia", no final de semana nas praças e ruas da cidade: "Não vai dar para quem quiser", disse um camelô, Rodrigo Antunes, que espera driblar a vigilância da Prefeitura para vender as camisetas e bonés no sábado e domingo. Enquanto milhares de corintianos invadem as lojas e preparam uma encenação de alegria com camisas, bonés e bandeiras, nos bastidores do time do Goiás as histórias de "Mala Preta", ou "Mala Branca" do Internacional (RS), recheadas com R$ 300 mil, segundo uns, ou R$ 2 mil para cada jogador mais R$ 50 mil por gol, segundo outros, gerou irritação do diretor de futebol do alviverde: "No Goiás não existe mala preta, mala branca nem mala azul", irritou-se Pedro Goulart, diretor de futebol do Goiás. "Hoje recebi mais de 50 telefonemas, só de São Paulo, perguntando sobre as tais malas", relatou o dirigente. "Eu disse para os atletas, hoje, que o foco é o jogo", afirmou após reunião com os jogadores antes do treino, que foi comandado por Wilson Piqueto uma vez que Geninho participou, no Rio de Janeiro, do II Fórum Internacional de Técnico. "Não podemos mudar o foco do jogo que é importante para nós pois temos de terminar bem o Campeonato, temos de dar satisfação à nossa torcida, ao Campeonato Brasileiro e eu fui falar com eles (jogadores)", relatou. Além de proibir os jogadores de falar sobre a "mala preta", Goulart também restringiu as entrevistas que versarem sobre troca de clube e contratações. "Quem sai, fica ou não sai não é problema deles (jogadores); é preciso ter tranqüilidade porque o jogo de domingo será uma festa", acredita. Ingressos - Festa mesmo, pelo menos por enquanto para o Goiás, está no sucesso de público que já comprou ingressos para o jogo. O que deverá proporcionar, segundo Sylvio de Oliveira, diretor Financeiro do Goiás, recorde absoluto de público e de renda no Brasileirão 2005.

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