Investidores sauditas dão as cartas para amistosos da seleção

Jogos contra seleções fracas rendem cerca de R$ 2,5 milhões à CBF, pagos pela rede de TV de Riad ART

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

04 de fevereiro de 2008 | 18h22

Os contratos de exclusividade dos jogos da seleção brasileira nos próximos três anos estão nas mãos de investidores sauditas, donos da rede de TV de Riad ART, uma das maiores do Oriente Médio. A CBF fechou no ano passado um contrato para US$ 1,5 milhão  (Cerca de R$ 2,5 milhões) por jogo disputado pela seleção. O Estado apurou que os investidores nesta quarta-feira no estádio em Dublin acompanhando o primeiro jogo da seleção no ano contra um time sem técnico. As fontes, porém, garantem que os sauditas virão 'discretos'. Veja também: Dunga convoca meia Diego e atacante Bobô para a seleção Hotel da seleção já recebeu reis e foi usado em filmes O acordo prevê que todos os direitos de imagem e todos os lucros dos jogos da seleção vão para os investidores. Em contra partida, a CBF recebe os mais de US$ 1,5 milhão e exige toda a organização dos jogos, como a busca por um adversário, um estádio, hotel, local de treinamento e toda a infra-estrutura. A CBF garante que tem o poder de vetar a escolha do adversário.  A ART é hoje uma das redes de maior audiência no Oriente Médio e conta com acordos de exclusividade com outros esportistas. A seleção brasileira, porém, é um de seus grandes trunfos financeiros. Um jogo do Brasil na Europa é audiência garantida. Para seu primeiro jogo do ano, o acordo foi a escolha do time da Irlanda, time que há quatro meses sem técnico, não tem qualquer planejamento tático e nem sequer consegue organizar os treinamentos.  A Irlanda ficou sem o técnico Steve Staunton em outubro depois de ser demitido ao não conseguir classificar o time para Eurocopa de 2008.  Por enquanto, o comando do time está com um assistente de técnico do Leeds United, Gary McAllister. Mais de 30 nomes já foram indicados pela federação local para ocupar o posto. Mas vários se recusaram, transformando o caso em motivo de piada nacional.  Agora, a federação garante que a seleção terá um técnico nos próximos dez dias. Um doscandidatos é o italiano Giovanni Trapattoni, ex-técnico da Itália, hoje treinando o austríaco Salzburg.

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