Investidores sauditas dão as cartas para amistosos da seleção

Rede de TV Riad ART fecha contrato com CBF por três anos e paga R$ 2,5 milhões por jogo disputado do Brasil

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

05 de fevereiro de 2008 | 09h20

Os contratos de exclusividade dos jogos da seleção brasileira nos próximos três anos estão nas mãos de investidores sauditas, donos da rede de TV de Riad ART, uma das maiores do Oriente Médio. A CBF fechou no ano passado um contrato para US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 2,5 milhões) por jogo disputado pela seleção. O Estado apurou que os investidores nesta quarta-feira no Estádio em Dublin acompanharão o primeiro jogo da seleção no ano contra um time sem técnico. As fontes, porém, garantem que os sauditas virão 'discretos'. O acordo prevê que todos os direitos de imagem e todos os lucros dos jogos da seleção vão para os investidores. Em contra partida, a CBF recebe os mais de US$ 1,5 milhão e exige toda a organização dos jogos, como a busca por um adversário, um estádio, hotel, local de treinamento e toda a infra-estrutura. A CBF garante que tem o poder de vetar a escolha do adversário. A ART é hoje uma das redes de maior audiência no Oriente Médio e conta com acordos de exclusividade com outros esportistas. A seleção brasileira, porém, é um de seus grandes trunfos financeiros. Um jogo do Brasil na Europa é audiência garantida. Para seu primeiro jogo do ano, o acordo foi a escolha da Irlanda, time que há quatro meses está sem técnico, não tem qualquer planejamento tático e nem sequer consegue organizar os treinamentos. A Irlanda ficou sem o técnico Steve Staunton em outubro depois de ser demitido ao não conseguir classificar o time para Eurocopa de 2008. Por enquanto, o comando do time está com um assistente de técnico do Leeds United, Gary McAllister. Mais de 30 nomes já foram indicados pela federação local para ocupar o posto. Mas vários se recusaram, transformando o caso em motivo de piada nacional. Agora, a federação garante que a seleção terá um técnico nos próximos dez dias. Um dos candidatos é o italiano Giovanni Trapattoni, ex-técnico da Itália, hoje treinando o austríaco Salzburg.

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