Investigação faz Itália punir 21 clubes e 52 jogadores

A Federação Italiana de Futebol (FIGC) anunciou nesta segunda-feira punições a vários envolvidos no mais recente esquema de manipulação de resultados que abalou a reputação do esporte na Itália e colocou em dúvida a legitimidade dos principais torneios da modalidade no país. Ao total, a entidade confirmou penalizações a 21 clubes e a 61 pessoas, sendo que 52 são jogadores ou ex-jogadores.

AE, Agência Estado

18 de junho de 2012 | 10h59

Entre as sentenças anunciadas, destaque para a que envolve o Pescara, que acaba de ser campeão da Série B do Campeonato Italiano e consequentemente está de volta à elite do futebol do país. Na primeira divisão, o time já iniciará a próxima edição do torneio nacional com menos dois pontos.

Já entre os jogadores envolvidos no escândalo de manipulação de resultados, os que receberam as punições mais pesadas foram Mario Cassano, Alessandro Zamperini, Luigi Sartor e Nicola Santoni, estes dois últimos já ex-atletas, que foram suspensos por cinco anos cada um.

O Novara, que caiu para a segunda divisão na última edição do Campeonato Italiano, terá de iniciar a próxima temporada na Série B do país com quatro pontos negativos. Já o Empoli foi penalizado em apenas um ponto.

Também integrantes da segunda divisão italiana, Reggina e Padova receberam punições de quatro e dois pontos, respectivamente, enquanto o Albinoleffe, da terceira divisão, já teve descontados 15 pontos. O Piacenza, outro clube punido, iniciará a competição com 11 pontos negativos.

Já o Siena, que terminou o último Campeonato Italiano na 14.ª posição e também estava entre os clubes investigados, foi apenas multado em 50 mil euros, mesma punição aplicada à Sampdoria, que acaba de retornar à elite do futebol do país.

No mês passado, a FIGC havia notificado 22 clubes investigados por suposto envolvimento no recente escândalo de manipulação de resultados. E entre eles estavam

Atalanta, Novara e Siena, então na primeira divisão do futebol italiano. Os outros times foram os seguintes: AlbinoLeffe, Ancona, Ascoli, Avesa, Cremonese, Empoli, Frosinone, Grosseto, Livorno, Modena, Monza, Padova, Pescara, Piacenza, Ravenna, Reggina, Rimini, Sampdoria e Spezia.

Por causa do escândalo, mais de 30 pessoas foram presas na Itália no ano passado, quando as investigações começaram a ser realizadas pelas autoridades judiciais em Cremona, incluindo Cristiano Doni, ex-capitão da Atalanta, e Giuseppe Signori, ex-capitão da Lazio. Doni, por sua vez, foi suspenso do futebol por três temporadas e a Atalanta, que havia subido para a elite da Itália, foi punida com a perda de seis pontos no último Campeonato Italiano.

Tudo o que sabemos sobre:
futebolItáliacorrupçãoescândalo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.