Franck Robichon/EFE
Franck Robichon/EFE

Investigado, Javier Aguirre é demitido da seleção japonesa

Técnico é acusado de envolvimento em escândalo de manipulação; suspeitas recaem sobre os resultados do Espanhol de 2010/2011

Estadão Conteúdo

03 de fevereiro de 2015 | 08h46

A acusação de envolvimento em um escândalo de manipulação de resultados definiu o fim da rápida passagem de Javier Aguirre no comando da seleção japonesa. Nesta terça-feira, o presidente da associação de futebol do país anunciou a demissão do treinador e admitiu que a investigação à qual o mexicano está sendo submetido foi fundamental para esta decisão.

"O que nós tivemos que considerar ao máximo foi o impacto que isto (a investigação) teria na seleção japonesa", declarou Kuniya Daini. "Com uma acusação criminal aceita, ele precisaria responder a uma investigação, ele seria possivelmente indiciado, e então poderia ter que ir ao tribunal."

Javier Aguirre foi citado entre os mais de 30 nomes investigados por um procurador da Espanha recentemente. As suspeitas recaem sobre os resultados do Campeonato Espanhol da temporada 2010/2011. No fim daquele torneio, o Real Zaragoza derrotou o Levante por 2 a 1, na última rodada, e escapou da degola. Somente este resultado salvaria o Zaragoza, então comandado pelo treinador mexicano.

Aguirre negou envolvimento em qualquer esquema e recebeu o apoio de Daini, que disse confiar no treinador. No entanto, a convicção da inocência do mexicano não foi suficiente para bancar sua permanência. "Precisávamos evitar qualquer risco de que isso afetasse o time nas Eliminatórias (para a Copa de 2018). Então, chegamos à decisão de cancelar nosso contrato com o técnico Aguirre", disse o dirigente japonês.

O treinador havia sido contratado em agosto para substituir o italiano Alberto Zaccheroni, que falhou na tarefa de levar a seleção às oitavas de final da Copa do Mundo no Brasil. Daini garantiu que a fraca campanha na Copa da Ásia em janeiro, com a surpreendente queda nas quartas de final para os Emirados Árabes Unidos, não teve relação com a demissão.

Em rápido comunicado divulgado pela Associação de Futebol do Japão, Aguirre evitou polemizar, não falou sobre a investigação e apenas celebrou seu período à frente da seleção. "Eu fiquei muito feliz por ter trabalhado no Japão. Eu quero desejar ao time e aos torcedores a maior sorte."

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