Gonzalo Fuentes/Reuters
Gonzalo Fuentes/Reuters

Investigado, presidente do PSG passa a integrar Comitê Executivo da Uefa

Nasser Al-Khelaifi é suspeito de ter cometido irregularidades na compra dos direitos de transmissão para as Copas de 2026 e 2030

Redação, Estadão Conteúdo

30 de janeiro de 2019 | 17h53

O presidente do Paris Saint-Germain, Nasser Al-Khelaifi, vai integrar a comissão executiva da Uefa, apesar de o clube francês estar sob investigação. O dirigente foi eleito nesta quarta-feira pelo conselho da Associação Europeia de Clubes para ser um dos seus dois delegados no principal painel político da Uefa. Sua posição no Comitê Executivo ainda tem que ser ratificada na próxima semana no Congresso da entidade, em Roma.

Al-Khelaifi é responsável pela beIN Sports, sediada em Doha, que transmite jogos de futebol no Oriente Médio, assim como em partes da Ásia, Europa e América do Norte, e compra direitos da Uefa. A conduta de Al-Khelaifi na rede de televisão também está sendo investigada por promotores suíços que o acusaram em 2017 de suborno ligado ao beIN para obter direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2026 e 2030. Ele negou as irregularidades e mais tarde foi questionado sobre supostamente dar um presente para o então secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke.

O PSG também é investigado por violar as regras do fair play financeiro. Em 2014, o clube teve que devolver US$ 23 milhões (cerca de R$ 85,5 milhões) do prêmio da Liga dos Campeões. O clube ficou sob nova investigação da Uefa em 2017.

A liga espanhola de futebol no ano passado pediu à Uefa para investigar o PSG, alegando que o clube - juntamente com o Manchester City - se beneficiam de auxílio estatal que "distorce as competições europeias" e prejudica o jogo.

Em um comunicado, Al-Khelaifi disse que estava "profundamente honrado" por obter um lugar no Comitê Executivo da Uefa, que era do ex-CEO do Arsenal Ivan Gazidis, que se tornou inelegível no mês passado, quando ele se transferiu para o Milan. Clubes italianos já estão representados por Andrea Agnelli, presidente da Juventus.

"Estou ansioso para trabalhar ao lado de membros do Comitê Executivo da Uefa para reforçar e desenvolver o futebol europeu, garantindo simultaneamente que os interesses de todos os clubes são representados no processo de tomada de decisão", disse Al-Khelaifi, que está no comando do PSG desde 2011.

 

 

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