Filippo Monteforte/AFP
Filippo Monteforte/AFP

Invicta há 23 jogos, Bélgica ainda busca afirmação em cenário mundial

Última derrota da seleção belga foi em setembro de 2016, justamente no dia em que o técnico Tite estreou pela seleção brasileira

Ciro Campos e Leandro Silveira, enviados especiais/Kazan, O Estado de S.Paulo

06 Julho 2018 | 00h00

O início de setembro de 2016 foi marcante para as seleções da Bélgica e do Brasil, rivais hoje em Kazan, por representar o começo da bem-sucedida mudança de rumo para ambas. No dia 1.º, em Bruxelas, os belgas perderam por 2 a 0 para a Espanha, no primeiro jogo sob o comando de Roberto Martínez. No mesmo dia, Tite estreou na seleção brasileira com vitória por 3 a 0 sobre o Equador.

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Para Martínez, o que poderia ter sido um mal sinal em seu início de trabalho se transformou em uma rara má lembrança. Afinal, após aquele revés, a Bélgica emplacou uma sequência de 23 jogos sem derrotas e com 76 gols marcados – são 19 sofridos, além dos dois da Espanha, na sua estreia. Assim, o time se classificou à Copa do Mundo com muita facilidade – somou 28 pontos em 30 possíveis em seu grupo nas Eliminatórias Europeias – e foi, ao lado de Croácia e Uruguai, uma das equipes com 100% de aproveitamento na primeira fase na Rússia. E a Bélgica também ostenta o melhor ataque da Copa, com 12 gols marcados em quatro jogos.

Nessa invencibilidade, a equipe acumulou 18 triunfos e cinco empates. A sequência de Martínez impressiona, especialmente pela grande produção do setor ofensivo, mas também esconde que a Bélgica não encarou grandes adversários nesse período. Sua vitória de maior peso foi contra a Inglaterra, na rodada final do Grupo G da Copa da Rússia, por 1 a 0, numa partida em que as equipes não pareciam muito dispostas a triunfar. Tanto que o revés levou os rivais a irem para um lado da chave do mata-mata considerado até mais fácil.

Entre os adversários que passaram de fase na Rússia, a Bélgica não triunfou nesse período. A equipe empatou por 3 a 3 com a seleção anfitriã em amistoso disputado em março de 2017, mesmo placar do duelo com o México em novembro do mesmo ano. Além disso, ficou em 0 a 0 com Portugal às vésperas da Copa do Mundo.

Por isso, o confronto com o Brasil também é visto como grande chance de afirmação para os belgas. “Nós nos preparamos como equipe, temos um sistema em que jogamos há dois anos. Individualmente, melhoramos. Acho que será um grande teste”, afirmou Lukaku, esperançoso em levar sua equipe a igualar a campanha de 1986, a melhor da história belga na Copa, quando foi semifinalista.

 

 

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