Thais Magalhães / CBF
Thais Magalhães / CBF

Invicto, Brasil encara o Japão para esquecer de vez eliminação do Mundial de 2016

Após 'sobrar' na primeira fase, seleção busca vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de Futsal

Marcio Dolzan / RIO, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2021 | 05h00

Depois de encerrar a primeira fase vencendo as três partidas por goleada, a seleção brasileira inicia nesta quinta-feira a disputa dos playoffs da Copa do Mundo do Futsal, que está sendo disputada na Lituânia. A partir das 14h (horário de Brasília), a equipe do técnico Marquinhos Xavier encara o Japão, em Kaunas, em busca de uma vaga nas quartas de final.

Apesar do bom retrospecto na primeira fase - foram 18 gols marcados e apenas dois sofridos -, o Brasil encara a partida diante dos japoneses com cautela. Na teoria, trata-se de um adversário com todas as condições de ser batido, mas foi justamente na fase de oitavas de final da última Copa que a seleção foi surpreendida, sendo eliminada pelo Irã.

Capitão da equipe, o fixo Rodrigo jogou aquela partida e sabe da importância de o time entrar concentrado diante dos japoneses. "O Brasil tinha essa responsabilidade de chegar, e tem a responsabilidade de chegar ainda mais (longe). Sabemos que no último Mundial foi nessa fase que a gente ficou de fora. Então tem esse peso. Mas estamos muito bem preparados", afirmou o jogador.

Para evitar que a hecatombe aconteça novamente, a seleção brasileira fez o dever de casa. Todos os três jogos do Japão na primeira fase foram analisados pela comissão técnica, sendo dois deles in loco.

"É uma equipe bastante qualificada, que procura manter a posse de bola. Tem um trabalho de passe mais rápido e envolvente", diz o analista de desempenho da seleção, Rodrigo Carlet. "O Japão costuma trabalhar bastante com um pivô de referência, mas também faz quatro em linha."

O adversário desta quinta-feira tem três brasileiros compondo o elenco - o goleiro Higor, o fixo Arthur e o ala Rafael Henmi, um dos destaques do time. Na primeira fase, o desempenho na tabela foi apenas razoável, com o time terminando em terceiro no seu grupo.

FAVORITO, MAS 'PREVISÍVEL'

Bicampeão mundial com o Brasil nas Copas do Mundo de 1992 e 1996, o ex-jogador Fininho vê a seleção como favorita neste início de playoff, mas considera que o time precisa evoluir. Hoje treinador do Toledo Futsal (PR), ele avaliou que a equipe de Marquinhos Xavier foi previsível em determinados momentos.

"Geralmente a primeira fase é mais tranquila. Teve só um jogo difícil, contra a República Checa. Serviu para dar um pouco de ritmo, principalmente para os atletas de fora", disse Fininho ao Estadão. "Mas achei o Brasil um pouco previsível demais, lento em alguns momentos. É claro que temos grandes jogadores, mas fomos um pouco previsível, sendo fácil de ser marcado."

O bicampeão acredita que a seleção irá passar pelo Japão - os possíveis adversários nas quartas de final são Venezuela ou Marrocos -, mas alertou para a necessidade de concentração.

"A partir de agora o caldo vai engrossar. A Argentina venceu por 2 a 1 o Irã, e Paraguai x Japão foi um jogo difícil também. O Japão vem numa evolução muito grande", afirmou. "No último Mundial o Brasil ficou de fora por causa do Irã. Temos que encarar com muita responsabilidade e respeitar muito a seleção do Japão. Não vai ser fácil, mas creio que o Brasil irá passar."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.