Inzaghi e Del Piero: sucesso de novo

Filippo Inzaghi e Alessandro del Piero formaram dupla de ataque na Juventus durante quatro anos. Em convivência nem sempre harmoniosa, mas eficiente. No início da temporada de 2001-02, a parceria foi desfeita, com a transferência de Inzaghi para o Milan. Com caminhos separados, se soltaram e, no momento, são os principais astros de suas equipes e do futebol italiano.Inzaghi é o mais velho dos dois goleadores: nasceu em 9 de agosto de 1973, em Piacenza. Del Piero completa 28 anos no dia 9 de novembro, se possível com festa em Conegliano, sua cidade natal. No período em que atuaram juntos na Juve, conquistaram só o título nacional de 97-98. Naquele ano, no entanto, seus gols foram decisivos para o time. Del Piero marcou 21, três a mais do que o companheiro de ataque.Na seqüência, começaram a surgir comentários de que a relação não era das mais afáveis, por ?ciúmes? entre os dois astros. Em determinado momento, se falou que Del Piero havia até sugerido aos dirigentes que se livrassem de Inzaghi. Ambos negam a maledicência, mas torcedores e críticos notavam que, com alguma freqüência, um não festejava os gols do outro. Era uma indiferença cordial, que se refletia na rotina de treinos da seleção da Itália.A mudança ocorreu com a separação. ?Pippo? (diminutivo de Filippo, mas também o nome que os italianos dão a Pateta, personagem de Walt Disney) Inzaghi saiu da Juventus em junho de 2001, atraído por proposta do Milan, então insatisfeito com Shevchenko e Bierhoff. Não se deu bem, sofreu contusões e jogou 20 partidas. Ainda assim, marcou 10 gols. Del Piero anotou 16 (contra 20, nas três temporadas anteriores) e ganhou o scudetto.Neste início de temporada, os dois largaram com tudo. Inzaghi marcou 7 gols na Liga dos Campeões e, com 42 no total, é o maior artilheiro do país em torneios europeus. E já fez 3 no atual campeonato local da Série A. Del Piero não fica atrás: tem 5 na competição doméstico e outros cinco na Liga.A rivalidade promete esquentar, mas quem festeja são os torcedores de Juve e Milan - e por extensão os italianos, já que ambos são fundamentais para recuperar o prestígio da Azzurra.

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