Irado, Luxemburgo defende jogadores

Ainda sem saber que no Parque São Jorge o atacante Müller havia confirmado que ?fatos gravíssimos? aconteceram na concentração do Corinthians na véspera da decisão contra o Grêmio, o técnico Wanderley Luxemburgo assumiu a defesa de seus atletas das suspeitas de ter acontecido uma pequena festinha na concentração do time antes da final da Copa do Brasil. Citando nominalmente os repórteres que fizeram a matéria, Luxemburgo chamou de mentirosa a reportagem, mas acabou de certa forma se contradizendo ao afirmar que ?não dá para controlar? num flat aberto ao público a entrada e a saída de mulheres. "Eu não posso impedir que os meus jogadores tenham contato com as pessoas. Mas daí a dizer que eles passaram a noite com mulheres já é demais. Mais uma vez, é uma grande mentira".Luxemburgo também questionou uma das fontes da Agência Estado, o hóspede do Wall Street que confirmou a constante presença de mulheres na concentração do Corinthians. "A gente fica indignado que um hóspede que não se sabe de onde veio tenha o crédito de comprometer profissionais e famílias inteiras. Os jogadores não estão revoltados porque essa é uma palavra muito forte, mas nós todos estamos indignados com tudo isso que está acontecendo. Se essas pessoas têm provas concretas, que tragam essas provas".Depois do sermão do chefe, Ricardinho e Marcelinho falaram em nome dos jogadores. Após discutirem o assunto com o resto no grupo na concentração, decidiu-se que apenas os dois falariam sobre a questão. Ricardinho foi o primeiro a argumentar, preferindo não ir à fundo no assunto principal. "A gente fica extremamente chateado porque somos profissionais, temos família. Esse tipo de boato que uma pessoa inventa nos expõe demais. Só gostaria de saber de onde surgiu essa informação".Já o atacante Marcelinho, que na primeira passagem de Luxemburgo pelo Corinthians foi desligado da concentração em Salvador por problemas semelhantes, se limitou a pedir provas. "Antes de falarem uma coisa dessas as pessoas têm de apresentar provas. Não adianta chegar num hotel, ouvir um hóspede e em cima disso julgar todo mundo. Além do mais, ninguém pode garantir se o tal hóspede é um palmeirense".

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