Irmão de Kaká sonha com a Copa de 2006

As semelhanças não se resumem aos traços físicos. Assim como Kaká, seu irmão Digão começou a jogar futebol nas categorias de base do São Paulo, atua hoje no Milan e já está numa seleção brasileira. Com 19 anos, três a menos que o ídolo, o zagueiro de 1m92 acredita na possibilidade de participar da Copa do Mundo da Alemanha. Para quem acabou de ser convocado pela primeira vez para a seleção sub-20 e integra o time ?B? do Milan, pode parecer pretensão demais. Mas Digão se apressa em explicar. ?O Kaká ?explodiu? um ano antes da Copa da Coréia e Japão. Nada é impossível. Quero disputar o Mundial de 2006.? Confiança e incentivo não lhe faltam. Quase todos os dias, a conversa com Kaká aborda assuntos relacionados à seleção principal. Digão faz perguntas, quer sempre saber de novidades, especialmente depois que Kaká retorna de algum compromisso com a equipe dirigida por Carlos Alberto Parreira. Apesar da vontade deliberada, o jovem zagueiro reconhece que existem outros colegas em vantagem na disputa por vagas no setor. ?O Lúcio é o melhor do mundo. E tem muita gente boa nessa briga: Luisão, Juan, Cris, Roque Júnior, Edmílson.? Digão não se tornou meia ofensivo ou atacante por um capricho. Desde pequeno, nas brincadeiras de rua, de quadra ou em campo, se apresentava como marcador do irmão. Era implacável. Aos poucos, tomou gosto pela função. ?Eu puxava a camisa dele, valia tudo. Se ele perdia, eu apanhava, levava uns cascudos?, conta. ?Depois que tudo ficou sério, parei de fazer essas coisas e hoje presto muita atenção na forma de atuar do Kaká para aprender melhor a marcar os atacantes.? Para tentar chegar ao Mundial de 2006, Digão precisa antes subir outros degraus. Primeiro, quer estar na lista definitiva do Mundial Sub-20, em junho e julho, na Holanda. Depois, sair do ?B? do Milan, onde atua há um ano e meio. Digão prefere jogar numa equipe mediana da Itália. No Milan principal, o de Kaká, admite que não terá tão cedo oportunidade. ?Sou muito novo, a idade pesa.? Enquanto isso, vai ouvindo os conselhos do irmão e as observações de seu treinador, o ex-zagueiro Franco Baresi, um dos que perderam pênalti na decisão do Mundial de 1994, entre Itália e Brasil. Digão ainda guarda outras semelhanças com Kaká: a de despertar frisson entre as adolescentes. ?O assédio é grande e as meninas gritam sem parar. Aqui na Itália isso não é comum. No início, eu ficava constrangido. Agora, acostumei.?

Agencia Estado,

23 Abril 2005 | 12h21

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