Itália abusou da ineficiência e da falta de criatividade

Depois de sofrer um gol logo no início contra a Nova Zelândia, neste domingo, em Nelspruit, a Itália fez nos 85 minutos restantes uma das maiores pressões desta Copa do Mundo. Pouco adiantou. A atual campeã do mundo apenas empatou por 1 a 1 e precisa, na quinta-feira, vencer a Eslováquia para avançar às oitavas de final sem depender do resultado do confronto entre Paraguai e Nova Zelândia.

ITAMAR CARDIN, Agência Estado

20 de junho de 2010 | 14h01

Em todos os fundamentos, os italianos foram amplamente superiores neste domingo. Tiveram 57% de posse de bola, por exemplo. E arriscaram 20 chutes a mais do que os neozelandeses - 23 contra três. A Itália ainda conquistou 15 escanteios, estatística zerada pelo adversário.

Apesar da pressão, faltou criatividade ao meio-de-campo italiano. No primeiro tempo, Marchisio pouco fez na armação e deixou os atacantes isolados, sobretudo Gilardino e Iaquinta. Cruzamentos e chutes de fora da área eram as principais armas da Itália. A equipe até melhorou na volta do intervalo após a entrada de Di Natale. Montolivo, substituto de Pirlo (lesionado), também subiu de produção. Mas, quando a equipe criou mais, pecou na pontaria. Dos 23 chutes, apenas sete foram na direção do gol.

A Nova Zelândia, por sua vez, pouco conseguiu fazer após o seu gol. Com péssimo aproveitamento nos passes (apenas 52%), a equipe tinha dificuldades para sair jogando e aceitava a pressão italiana. Retraída, apelou para as faltas - cometeu 25, contra apenas 11 do adversário - e contou com a grande atuação do goleiro Paston.

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