Itália fecha o cerco a clubes caloteiros

O próximo Campeonato Italiano corre o risco de ser bem esvaziado se os clubes não colocarem suas contas em ordem. A Liga Profissional de Futebol - presidida por Adriano Galliani, vice do Milan - decidiu nesta terça-feira que a partir da próxima temporada só serão aceitas as inscrições de equipes que estejam em dia com o pagamento de impostos e devam no máximo dois meses de salário aos seus jogadores. Se a regra valesse hoje, apenas cinco dos 18 clubes da Série A e 12 dos 24 da B estariam habilitados para jogar. A data limite para inscrição é 15 de julho.A medida é vista com bons olhos pelos clubes que cumprem suas obrigações em dia. Giuseppe Gazzoni (presidente do Bologna) e Antonio Giraudo (diretor da Juventus) classificam de "doping administrativo" o calote que alguns clubes dão na Receita. Eles dizem que vários dirigentes usam o dinheiro que deveria ir para o pagamento de impostos para contratar jogadores. "Isso não é justo e configura uma vantagem sobre os clubes que pagam os impostos", afirmou Gazzoni.Pelo que ficou decidido na reunião desta terça da Liga, os clubes devedores têm até o dia 30 de março para regularizar suas situações com a Receita Federal.A Federação Italiana de Futebol se reunirá dia 17 para analisar a decisão da Liga, mas a tendência é que aprove a idéia. Seria uma maneira de mostrar disposição em colaborar com a campanha para moralizar o futebol do país, no rastro da devassa que a Justiça está fazendo nas contas dos clubes das Séries A, B e C.

Agencia Estado,

02 de março de 2004 | 19h19

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