Itália fecha o cerco ao doping

A Federação Italiana de Futebol resolveu endurecer na luta contra o doping. A entidade insiste na decisão de fazer controles de surpresa, com exames de sangue de jogadores das duas divisões principais, e diz que os rebeldes serão punidos. Uma das represálias é exclusão da seleção que irá à Eurocopa, em Portugal.O braço-de-ferro começou no dia 6, quando foram sorteados os primeiros 12 atletas (8 da Série A e 4 da B) para o teste sangüíneo. Em quatro semanas, esse número chegou a 48, mas 12 se negaram a doar material. A alegação é de que a legislação prevê exames de urina obrigatório e torna o de sangue facultativo. "Só pode ser feito com o consentimento do atleta", diz Sergio Campana, presidente do sindicato dos jogadores profissionais.A Federação não aceita essa argumentação, pretende alterar o regulamento do campeonato e ameaça ir para o confronto. "Os atletas que se negarem a colaborar serão submetidos a vários exames de surpresa durante a temporada", retrucou Franco Carraro, presidente da FIGc.Rodada - A Roma pode voltar à ponta do Campeonato Italiano, pelo menos por algumas horas, desde que vença o Brescia (19) na partida deste sábado, pela segunda rodada do returno. Os romanos têm 43 pontos e foram superados pelo Milan (45), que no meio da semana ganhou do Siena. No outro jogo do dia, a Reggina (17) recebe o Empoli (13).

Agencia Estado,

30 de janeiro de 2004 | 18h48

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