Arnaldo Carvalho/EFE
Arnaldo Carvalho/EFE

Itália pode sair de campo, contra o Japão, com a vaga garantida

Azzurra enfrenta os japoneses com o objetivo de fazer outra vítima de seu jogo baseado no toque de bola

Luís Augusto Monaco e Raphael Ramos - Enviados Especiais, O Estado de S. Paulo

19 de junho de 2013 | 07h59

RECIFE - A Itália que gosta de ficar com a bola terá pela frente o Japão que adora correr esta noite na Arena Pernambuco, num jogo que pode garantir a presença da Azzurra nas semifinais (desde que vença e o México não ganhe do Brasil em Fortaleza) e sacramentar a eliminação do representante asiático.

 

Na cartilha do técnico Cesare Prandelli, as atuações dizem mais do que os resultados. E o bom rendimento que sua equipe teve domingo na vitória por 2 a 1 sobre o México lhe disse que acertou em cheio ao mudar o esquema tático (tirou um atacante e colocou um quinto meio-campista). O time ficou mais equilibrado, permitiu poucos contragolpes e controlou a posse de bola do primeiro ao último minuto – o que foi um alívio para um time que chegou ao Brasil sem a condição física ideal e que sofreria muito se tivesse de correr atrás da bola.

 

O ponto a melhorar, segundo o treinador, é a finalização. Ele acha que seu time precisa aproveitar melhor as chances que cria para liquidar o adversário e não correr riscos de levar um gol fatal nos minutos finais. "Tivemos a iniciativa de jogo contra o México e buscamos o gol sempre, mas podíamos ter finalizado melhor. Contra o Japão espero um avanço nesse fundamento."

 

Para manter o time funcionando coletivamente com a intensidade mostrada no Maracanã, Prandelli estuda fazer mudanças na escalação. Ele disse que pode trocar até quatro jogadores, mas o mais provável é que mude apenas dois. Maggio deve entrar na lateral em lugar de Abate, e Aquilani no meio na vaga de Marchisio. Existe ainda a possibilidade de Bonucci substituir Barzagli no miolo de zaga, mas é pouco provável.

 

Pode haver novas peças, mas o sistema de jogo vai ser o mesmo que abateu o México: saída da defesa com a bola no chão e troca de passes à espera de uma brecha para o toque nas costas da última linha de defesa.

 

O Japão vai para o tudo ou nada depois de ter perdido por 3 a 0 para o Brasil na estreia - resultado que complica muito sua vida por ter o pior saldo de gols da chave. Sua missão será muito difícil, porque terá de tentar chegar ao gol nos contra-ataques ou num erro individual de um italiano - como o que Barzagli cometeu domingo. E a Itália de Prandelli é treinada para correr poucos riscos.

 

Numa tentativa de encontrar um homem capaz de fazer gols – um problema recorrente na seleção japonesa –, o técnico Alberto Zaccheroni vai trocar o centroavante: sai Kiyotake e entra Maeda, sete anos mais experiente (31 a 24) e 11 centímetros mais alto do que o companheiro (1,83m contra 1,72m).

 

Com um atacante mais rodado e mais forte, Zaccheroni sonha em derrubar o paredão chamado Buffon.

 

ITÁLIA x JAPÃO

 

ITÁLIA - Buffon; Maggio, Barzagli, Chiellini e Pirlo; De Rossi, Pirlo e Montolivo; Aquilani e Giaccherini; Balotelli. Técnico: Cesare Prandelli.

 

JAPÃO - Kawashima; Uchida, Yoshida, Konno e Nagatomo; Okazaki, Honda, Endo, Hasebe e Kagawa; Maeda. Técnico: Alberto Zaccheroni.

 

ÁRBITRO - Diego Abal (ARG)

 

LOCAL - Arena Pernambuco

 

HORÁRIO - 19 horas

 

TRANSMISSÃO - Band e SporTV

 

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