Itália protesta contra virada na Série B

A Série B ameaça jogar o futebol da Itália no caos. A quase totalidade dos clubes classificados para o torneio de acesso está revoltada com a decisão da federação de aumentar de 20 para 24 o número de participantes, medida tomada quarta-feira para acomodar interesses políticos e jurídicos. Os insubordinados tendem a fazer greve, como protesto pela virada de mesa, e nesta sexta-feira haverá reunião de emergência, na tentativa de contornar a crise. "O boicote ao campeonato é o último recurso para recuperar a credibilidade de nosso futebol", alegou Maurizio Zamparini, presidente do Palermo e um dos 19 dirigentes que assinaram o manifesto.O dirigente não deixou por menos e atacou Franco Carraro, presidente da Federação Italiana de Futebol e um dos incentivadores da proposta de mudanças na Série B. "Carraro é uma pessoa sem escrúpulos e sem moral."A confusão começou meses atrás, quando o Catania reclamou dois pontos que julgava ter direito, porque o Siena teria escalado um jogador de forma irregular no jogo que terminou com empate de 1 a 1. Aqueles pontos seriam suficientes para manter o time siciliano na Série B. Os tribunais esportivos recusaram o recurso e o clube recorreu à Justiça Comum.A solução para o impasse aparentemente veio quarta-feira, quando o próprio Catania, além de Genoa e Salernitana - todos rebaixados para a Série C - foram convidados a ficar na B. A Fiorentina, que subiu da C2 (4.ª Divisão) para a C, também ganhou vaga. O incêndio se tornou mais devastador.

Agencia Estado,

21 de agosto de 2003 | 19h44

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