José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Itália vai a campo contra o Brasil com quatro mudanças no time

Pirlo, De Rossi, Barzagli e Giaccherini não jogarão; Prandelli teme os drbiles dos brasileiros

LUÍS AUGUSTO MONACO - Enviado especial, O Estado de S. Paulo

22 de junho de 2013 | 08h05

SALVADOR - A Itália terá quatro mudanças na escalação, um esquema tático idêntico ao do Brasil e, promete o técnico Cesare Prandelli, muito mais atenção e organização tática do que na suada - e injusta - vitória por 4 a 3 sobre o Japão, no Recife.

Os quatro titulares que não estarão em campo são Pirlo (vetado por causa de uma contratura muscular na panturrilha direita), De Rossi (suspenso), Barzagli e Giaccherini (poupados). El Shaarawy, que deveria entrar no segundo tempo para dar fôlego ao ataque, não treinou nesta sexta-feira por ter levado uma pancada no tornozelo direito no final do treino de quinta-feira e dificilmente poderá ser aproveitado por Prandelli.

O treinador resolveu apostar no 4-2-3-1, o mesmo esquema da seleção brasileira. Aquilani e Montolivo serão os meio-campistas mais recuados e encarregados de organizar a saída de bola. Na linha da frente, Candreva jogará pela direita, Marchisio pelo meio e Diamanti (que chuta bem de fora da área e é um perigo nas bolas paradas) pela esquerda. E Balotelli será a referência na frente. "Estou em busca do equilíbrio que não tivemos contra o Japão", disse Prandelli. "Naquele jogo tivemos dificuldade no aspecto físico por causa do clima, mas também nos faltou organização tática. Se tivéssemos tido essa organização, e também mais atenção no início da partida, não teríamos sofrido tanto."

A sua intenção é fazer o time tomar conta da posse de bola como fez contra o México no Maracanã, porque sabe que o Brasil vai tomar a iniciativa do jogo e tentará impor um ritmo acelerado. Se o plano der certo, a Itália cozinhará a partida numa rotação mais de acordo com sua condição física. Se der errado, vai pagar os seus pecados - como pagou no amistoso com o Haiti em São Januário e no jogo diante dos japoneses.

Prandelli quer ver uma equipe compacta em campo, para impedir o Brasil de usar aquela que considera a principal arma do time de Scolari: a capacidade de improvisar. Ele diz que Neymar, Oscar, Hulk e Fred são "extraordinários" quando partem para cima do marcador, e podem inventar uma jogada do nada. Como descarta fazer marcação homem a homem (nem mesmo em cima de Neymar), ele aposta na redução de espaços para travar a criatividade dos homens de frente da seleção brasileira.

"Não vamos ficar plantados em nosso campo preocupados só em nos defender, porque jogar 90 minutos assim seria uma agonia. Criamos dificuldades para o Brasil no amistoso em Genebra e tentaremos criar de novo, embora saibamos que jogar aqui, diante da torcida brasileira, será muito mais complicado", afirmou o treinador.

Em relação àquele jogo, ele vê uma diferença importante da seleção brasileira: a presença de Thiago Silva na zaga. "Ele dá mais segurança e personalidade à defesa."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.